Muito além da retenção de líquidos: quando o inchaço merece atenção

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(Foto: rawpixel/Magnific)

“O inchaço não é uma doença. Na maioria das vezes, é um sintoma, um pedido de socorro do organismo indicando que algo perdeu o equilíbrio.” O alerta é de Edison Cartwright de Mello, médico brasileiro com formação e atuação nos Estados Unidos, certificado pelo American Board of Integrative Medicine e Diretor Médico do Akasha Center for Integrative Medicine, em Santa Monica, Califórnia.

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Sensação de peso, abdômen estufado, pernas cansadas, mãos inchadas e aquela roupa que, de repente, parece ter encolhido no armário. Quase todo mundo já passou por isso. Na maioria das vezes, culpamos o sal, uma refeição mais pesada ou simplesmente a retenção de líquidos. Mas e quando o inchaço aparece com frequência, não vai embora ou vem acompanhado de outros sintomas? É aí que ele merece atenção.

Por trás de um sintoma aparentemente banal podem existir diferentes causas, como alterações hormonais, intolerâncias alimentares, processos inflamatórios e desequilíbrios da microbiota intestinal uma comunidade de trilhões de microrganismos que vivem no nosso intestino, a qual Edison compara a uma “colmeia de abelhas”, cujo equilíbrio é fundamental para o bom funcionamento do sistema digestivo. “A pergunta não é apenas por que estou inchado?’, mas o que o meu corpo está tentando me dizer?’”, afirma.

Sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, estresse crônico, noites mal dormidas e alguns medicamentos estão entre os fatores que podem contribuir para alterações digestivas e para o inchaço. Segundo de Mello, um dos erros mais comuns é tentar silenciar o sintoma sem entender sua origem. “Chás, laxantes, diuréticos ou medicamentos para gases podem aliviar temporariamente o desconforto, mas não necessariamente resolvem sua causa. É como desligar o alarme de incêndio sem procurar onde está o fogo.”

Embora muitas vezes confundidos, retenção de líquidos e distensão abdominal não são a mesma coisa. O inchaço persistente também pode acompanhar condições como síndrome do intestino irritável, doença celíaca, intolerâncias alimentares, SIBO e alterações da tireoide, entre outras. Por isso, sintomas persistentes, recorrentes ou acompanhados de dor, alterações intestinais, falta de ar, fadiga ou perda de peso sem explicação merecem avaliação médica.

“Em muitos pacientes, o inchaço é apenas a ponta do iceberg. O objetivo não é simplesmente fazer a barriga desinchar, mas entender por que ela inchou”, explica o médico.

Essa é também a proposta de seu livro Inchaço – O que seu corpo está tentando dizer? no qual de Mello apresenta uma abordagem integrativa para compreender as diferentes causas do sintoma e a relação entre alimentação, microbiota, sono, estresse, atividade física e saúde emocional.

*Informações Assessoria de Imprensa
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