4º CBMG: Presidente da APM coordena mesa sobre Cirurgia de Cabeça e Pescoço


Vias aéreas difíceis, quando suspeitar de câncer e nódulos tireoidianos foram os temas debatidos

“A cirurgia de cabeça e pescoço envolve doenças que chegam ao pronto-atendimento, aos ambulatórios e aos consultórios. Por isso, reconhecer sinais, suspeitar do diagnóstico e encaminhar no momento certo é essencial para mudar a evolução desses pacientes”, afirmou o presidente da Associação Paulista de Medicina, Antonio José Gonçalves, na abertura da mesa sobre a especialidade, no último sábado, 13 de junho, durante o 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral da Associação Médica Brasileira.

Ele dividiu a coordenação da atividade com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), José Guilherme Vartanian, que também ministrou a palestra “Apresentação clínica e perfil epidemiológico dos pacientes com câncer de vias aéreas digestivas superiores: quando suspeitar de câncer?”.

O presidente da SBCCP chamou a atenção para o diagnóstico ainda tardio no Brasil, mesmo em tumores que poderiam ser identificados com exame físico simples. “Qualquer ferida na boca que não cicatriza em duas semanas deve acender um alerta. Atitudes simples de investigação já podem antecipar o diagnóstico e evitar tratamentos mutilantes.”

De acordo com ele, temos hoje em torno de 20 milhões de casos de câncer no mundo, sendo uma média de 7% de cabeça e pescoço, com a previsão de 35 milhões de casos no total nos próximos anos. “Provavelmente os médicos generalistas vão se deparar com casos no dia a dia. Precisamos mudar o cenário atual desafiador, que é de diagnóstico em fase avançada, grande tempo para início dos tratamentos e tratamentos iniciais não adequados”, complementou.

Manejo de via aérea e nódulos tireoidianos
Genival Barbosa de Carvalho, diretor Científico da SBCCP, abordou o…



Leia Mais >