Estudo mostra que jovens têm queda de 24,8% na depressão e 16,1% na ansiedade após uma semana sem redes sociais

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2025-12-16 | 14:00h
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2026-03-04 | 18:28h
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(Foto: Freepik)

O uso das redes sociais se tornou parte central da rotina dos jovens, um espaço de conexão e aprendizagem, mas também de comparação constante, exposição a padrões irreais em excesso. Profissionais de saúde mental vêm alertando que esse ambiente, quando consumido sem pausas, pode intensificar ansiedade, afetar o sono e reforçar inseguranças que já existem offline. 

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Nesse cenário, uma nova pesquisa publicada na Jama Network Open traz dados importantes sobre o impacto de pequenas interrupções nesse ciclo. O estudo acompanhou adultos de 18 a 24 anos que decidiram reduzir o uso das redes por uma semana e registrou quedas expressivas nos sintomas emocionais: ansiedade caiu 16,1%, depressão 24,8% e insônia 14,5%. Mesmo continuando a usar o celular para outras atividades, a simples retirada de plataformas como Instagram, TikTok e Snapchat reduziu comportamentos associados ao desgaste emocional, como comparação social e rolagem compulsiva.

Os participantes diminuíram o tempo nas plataformas para cerca de meia hora por dia, em comparação às quase duas horas habituais. Embora o “detox digital” não tenha reduzido a sensação de solidão, houve melhora consistente nos sintomas emocionais e no padrão de sono.

Para Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere, os resultados reforçam algo que ela observa todos os dias: “A pausa não resolve tudo, mas cria um intervalo mental necessário. Os jovens vivem pressionados por expectativas irreais e por uma sensação permanente de estar ‘atrasado’ em relação aos outros. Quando eles fazem um uso consciente das redes, conseguem ter uma relação mais saudável com esse uso e perceber o quanto aquele fluxo contínuo estava afetando o humor.”

Segundo ela, ainda que não substitua tratamento psicológico, o uso planejado podem funcionar como uma estratégia complementar de cuidado, especialmente para quem já sente que as redes estão tomando muito tempo e drenando energia emocional.

*Informações Assessoria de Imprensa

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