Criança pode tomar whey protein e creatina? Saiba os cuidados com suplementos entre os mais jovens

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(Foto: Freepik)

No universo esportivo e fitness, dois suplementos alimentares se tornaram bastante populares: whey protein e creatina. O primeiro, segundo a consultoria Mordor Intelligence, teve um mercado estimado de cerca de 43 milhões de dólares em vendas no Brasil em 2025. Já o segundo, de acordo com dados da Growth Supplements do ano passado, registra aproximadamente 918 mil pesquisas mensais no Google do país.

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Ambos os suplementos tem a função de auxiliar no trabalho dos músculos antes ou depois de treinamentos físicos. O whey é uma proteína derivada do soro do leite que auxilia na recuperação muscular e complemento da ingestão diária de proteínas de cada indivíduo. A creatina, por outro lado, é utilizada para aprimorar a performance durante exercícios de musculação.

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Recentemente, ambos os produtos estiveram no centro de uma discussão sobre a idade mínima para o consumo. Em vídeos publicados via redes sociais, a influenciadora fitness Carol Borba utiliza os suplementos na alimentação dos filhos menores de idade, o que gerou repercussão entre os seus seguidores e especialistas. A discussão traz uma pergunta importante, com a popularidade do consumo destes produtos: a partir de qual idade é seguro e saudável tomar whey protein e creatina?

Afinal, crianças e adolescentes podem tomar suplementos alimentares?

Gustavo Silva, nutrólogo e professor de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, explica que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, não há indicação para o uso rotineiro por crianças e adolescentes saudáveis, mas que casos específicos podem ser acompanhados por um profissional da saúde.

Crianças e adolescentes podem tomar whey protein e creatina? Se sim, a partir de qual faixa etária é recomendável o uso dos suplementos?

“De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, não há indicação para o uso rotineiro por crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase da vida, deve-se priorizar a construção de um comportamento alimentar diversificado, que atenda às necessidades nutricionais de desenvolvimento. Para essa fase, a recomendação é de 0,85 a 0,95g de proteína por quilo de peso, por dia. Isso pode ser facilmente atingido com uma alimentação equilibrada.

Porém, whey e creatina podem ser utilizados em contextos específicos, de forma individualizada e acompanhada por um profissional da saúde. Em adolescentes, por exemplo, o whey pode ajudar no ganho de massa muscular, especialmente quando as necessidades proteicas não são supridas apenas com a alimentação. A creatina, por outro lado, pode ser utilizada para melhora de desempenho em adolescentes atletas, principalmente naqueles de alta performance”.

Quais os riscos de incluir os suplementos na alimentação de bebês e crianças de até 10 anos?

“Parte dos produtos proteicos disponíveis são ultraprocessados, com presença de aromatizantes, conservantes e edulcorantes, portanto não são adequados para substituir uma refeição, além de poder levar a uma relação disfuncional com a alimentação. O excesso de proteínas pode levar à sobrecarga de órgãos, principalmente dos rins e do fígado. O consumo excessivo de calorias também pode contribuir para o aumento de peso, aumentando a predisposição de acúmulo de gordura e do risco de obesidade infantil”.

Existe o conceito de suplementação alimentar para crianças e adolescentes? Se sim, de que maneira e com quais produtos os pais podem começar este processo?

“A Sociedade Brasileira de Pediatria defende que o foco dos pais deve ser a construção do comportamento alimentar com ‘comida de verdade’, como carnes, ovos, leite, leguminosas, frutas e outros alimentos minimamente processados. O que pode ser feito é uma suplementação profilática de vitamina D nos primeiros dois anos de vida, de ferro dos 6 aos 24 meses, para prevenir carências nutricionais, e Ômega 3 para crianças que consomem pouco peixe. Em caso de jovens atletas que precisam atingir a meta proteica adequada, o whey e a creatina podem ser boas opções. Nesses casos, é importante consultar um pediatra, para entender a necessidade de cada suplemento.”

*Informações Assessoria de Imprensa
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