Café em excesso, energético e treino intenso podem desregular o ritmo do coração, alerta especialista

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(Foto: jcomp/Freepik)

O consumo excessivo de cafeína, bebidas energéticas e a prática de exercícios físicos de alta intensidade têm acendido um alerta entre especialistas em cardiologia. Embora hábitos como tomar café e praticar atividade física façam parte da rotina de milhões de brasileiros, a combinação entre estimulantes e sobrecarga cardiovascular pode favorecer alterações no ritmo do coração, especialmente em pessoas predispostas ou com condições cardíacas ainda não diagnosticadas.

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Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as arritmias cardíacas afetam milhões de pessoas no Brasil e estão entre as principais causas de morte súbita cardíaca no mundo. Estudos internacionais também apontam crescimento no consumo de bebidas energéticas entre jovens e adultos, grupo que frequentemente associa esses produtos a treinos intensos e rotinas de alto desempenho físico.

Especialistas alertam que substâncias estimulantes presentes em cafés, pré-treinos e energéticos aumentam a liberação de adrenalina e podem alterar a frequência cardíaca e a condução elétrica do coração.

De acordo com Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC/DECA), o problema não está necessariamente no consumo moderado, mas no excesso e na associação com outros fatores de risco.

“O coração responde diretamente aos estímulos do organismo. Quando existe consumo exagerado de cafeína, energéticos ou substâncias estimulantes associado a treinos muito intensos, privação de sono, estresse ou predisposição genética, o risco de alterações no ritmo cardíaco aumenta significativamente”, explica.

Entre os sintomas mais comuns das arritmias estão palpitações, sensação de coração acelerado ou irregular, tontura, desmaios, falta de ar, dor no peito e fadiga durante atividades físicas. Em alguns casos, no entanto, as alterações podem ocorrer de forma silenciosa.

O especialista destaca que muitos jovens acabam ignorando os sinais iniciais por associarem os sintomas apenas ao cansaço ou ao próprio treino.

“Existe uma falsa percepção de que pessoas jovens e fisicamente ativas estão totalmente protegidas de problemas cardíacos. Mas vemos cada vez mais pacientes com episódios de arritmia relacionados ao excesso de estimulantes, treinos extremos e ausência de acompanhamento médico adequado”, afirma Marcelo Sobral.

Além dos energéticos tradicionais, é necessário atenção para o aumento do consumo de suplementos estimulantes e fórmulas pré-treino com altas concentrações de cafeína e outras substâncias que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

O especialista também destaca que pessoas com histórico familiar de arritmias, morte súbita, hipertensão ou doenças cardíacas devem ter atenção redobrada antes de iniciar atividades físicas de alta intensidade ou consumir estimulantes regularmente.

“O exercício físico é extremamente importante para a saúde cardiovascular, mas precisa acontecer com equilíbrio e segurança. O excesso, principalmente sem avaliação médica e associado ao uso indiscriminado de estimulantes, pode transformar um hábito saudável em um fator de risco”, alerta o presidente da ABEC/DECA.

A recomendação é que sintomas como palpitações frequentes, tonturas ou episódios de desmaio durante exercícios sejam investigados por um cardiologista. Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, Holter e avaliações cardiológicas especializadas ajudam a identificar alterações no ritmo cardíaco e orientar o tratamento adequado.

*Informações Assessoria de Imprensa
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