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Atenção ao câncer durante a pandemia cai drasticamente, segundo especialista

O medo do coronavírus fez o número de exames para diagnóstico de câncer cair consideravelmente

por Assessoria de Imprensa

08/04/2021
Sobre: Diagnóstico de câncer caiu durante a pandemia: alerta no Dia Mundial do Câncer
Créditos: Kjpargeter / Freepik

A pandemia da Covid-19 afetou o cenário do câncer no Brasil e os números não mentem. A doença tem dificultado o diagnóstico e o tratamento de diversos tipos de câncer no país e os dados mostram isso. Um levantamento feito pelo Instituto Oncoguia detectou queda de 39,1% no volume de biópsias em 2020, em relação ao ano anterior. As mamografias de rastreamento caíram 49,8%, enquanto as de diagnóstico apresentaram redução de 27,2%. Da mesma forma, o exame de PSA, usado na identificação de câncer de próstata, apresentou declínio de 30,6%. Fundamental para o rastreamento de tumores de cólon e reto, a colonoscopia foi outro exame que teve redução durante a pandemia: -36,5%. Já os diagnósticos de câncer de rim, próstata e bexiga caíram, em média, 26%, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.


No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em todo dia 8 de abril, o alerta dos oncologistas é urgente para que os tratamentos oncológicos não sejam abandonados. "É inegável que a pandemia impactou negativamente o número de consultas, internações e sessões de quimioterapia que, resultarão, em um aumento da taxa de mortalidade de pacientes oncológicos", afirma o oncologista da Oncomed, uma das principais clínicas de tratamento oncológico de Minas Gerais, Amândio Soares. "É urgente alertar os pacientes oncológicos para manterem seus tratamento mesmo diante do pior momento da pandemia. A luta contra o câncer não pode parar sequer um dia. Qualquer tempo perdido conta muito para o sucesso do tratamento e chances de cura", comenta o médico.


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Vale lembrar que existem protocolos de segurança nas clínicas para que os pacientes não abandonem seus tratamentos. "Aqui na Oncomed ampliamos as áreas de atendimento ambulatorial para aumentar o distanciamento entre as pessoas", conta Amândio. O oncologista cita as teleconsultas e o telemonitoramento como opções para que o paciente não precise sair de casa. "Pensando na segurança e em não deixar de atender quem já está em tratamento ou quem vai iniciar, implantamos o sistema de consultas médicas via teleconferência para pacientes em controle. Mas se for necessário ir à clínica, orientamos o distanciamento seguro, utilização de máscara cirúrgica e higienização das mãos frequentemente com álcool em gel", recomenda o oncologista. Também é importante reforçar os mesmos cuidados para familiares e cuidadores do paciente oncológico.


Atenção especial


Segundo o oncologista Amândio Soares, é preciso ficar em alerta caso perceba sintomas como falta de ar, dores no peito, tontura, confusão mental, fraqueza, dificuldade para se hidratar e febre que não passa com uso de antitérmicos. "As consultas e monitoramento on-line são fundamentais para manter contato com o médico responsável pelo tratamento. Mas, nesses casos, é precisos informar imediatamente qualquer novo sintoma, principalmente se estiver associado aos sintomas da Covid-19. Aí, é preciso buscar imediatamente o serviço de saúde", reforça o médico.


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