O Brasil deu um grande passo para se tornar um dos principais exportadores de prótese de articulação temporomandibular (ATM), que executa a movimentação maxilar. A Mandatory Disclosure Regulation (MDR) principal órgão regulatório do mundo, aprovou a comercialização do produto brasileiro para diversos países da Europa. Criado pela Engimplan, indústria brasileira especializada em implantes médicos, a autorização obtida é inédita no Brasil e coloca o país com protagonista na produção desse tipo de dispositivo médico, que é feito sob medida, para cada paciente.
Leia também – Robô registra mais de mil cirurgias de substituição do joelho por próteses
A Engimplan já exportou o equipamento para a Dinamarca, Suíça e Noruega, e se prepara para atender no Japão e Inglaterra nos próximos meses. A empresa de Rio Claro, no interior de São Paulo, fabrica o produto de maneira personalizada para cada cliente e desde 2014 contribui no fomento da indústria brasileira de dispositivos médicos.
“Para receber essa certificação, passamos por um intenso processo de auditoria, porque toda cadeia de fornecedores que permite a produção da prótese precisa ser rastreada e certificada. A produção de uma prótese ATM personalizada demanda um nível altíssimo de tecnologia e especialização e, por isso, temos orgulho em dizer que hoje fabricamos, no interior de São Paulo, um dispositivo médico que atende ao mais alto padrão de exigência internacional” destaca do CEO da Engimplan, Bruno Barreto.
Além do reconhecimento da tecnologia de impressão 3D desenvolvido pela fabricante brasileira, a certificação também beneficia o mercado interno, já que pacientes brasileiros também terão acesso à tecnologia de maneira muito mais rápida. Anteriormente, alguns pacientes esperaram por mais de um ano para que o equipamento importado chegasse ao Brasil; hoje, o tempo estimado entre a produção da prótese e a cirurgia é de apenas 20 dias.
Inovação brasileira em destaque no mercado internacional
O caso também é um exemplo de como o desenvolvimento tecnológico das empresas brasileiras pode resultar em internacionalização das operações. A Engimplan foi comprada pela Materialise, empresa belga líder mundial em soluções de software e serviços em impressão 3D, com a intenção de duplicar sua produção em solo brasileiro nos próximos 3 anos. “A Materialise entendeu que o conhecimento sobre a produção de próteses 3D que a Engimplan tinha complementava de maneira perfeita seu portifólio e, por isso, decidiu investir no segmento”, destaca Barreto. “Esse é um exemplo prático do quanto temos inteligência e tecnologia para inovar no Brasil”, complementa.
“A Engimplan é um ótimo exemplo de como, tendo acesso à investimentos, somos capazes de liderar o processo de inovação da indústria de dispositivos médicos em nível mundial. Por isso, entendemos que ter uma política de estado que enxergue o quanto nosso setor é estratégico e crie um ambiente de negócios que coloque a indústria nacional em condições de igualdade com o resto do mundo é fundamental para o país”, destaca Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO.
Um dos itens do PPI, apresentado ao governo eleito, sugere melhorar a inserção competitiva internacional, aproveitando as transformações geopolíticas recentes, estimular a consolidação da indústria instalada no Brasil como fornecedora de soluções, tecnologia e produtos iniciando pela América Latina e para o Caribe, onde já está presente.
A Proposta de Política Industrial, formulada pelas entidades ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde) e ABRAIDI (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde), foi criada com o objetivo de que as autoridades se comprometam com as metas de fomento à inovação, ampliação da oferta de produtos e serviços na área e geração de empregos e renda.
*Informações Assessoria de Imprensa
Confira mais notícias de Negócios & Mercado no Saúde Debate











