
Quando existe o cuidado com a saúde emocional e criativa por parte do profissional, é possível exercer a medicina de forma mais humana e equilibrada. A ideia transformadora foi vivida na prática pela ginecologista Nelly Nabut, cooperada da Unimed Londrina, que descobriu na arte de ser DJ uma nova forma de tocar e se conectar com as pessoas. Ela, que sempre teve a música como lugar de refúgio, já tinha uma carreira consolidada como médica quando decidiu abrir espaço para a paixão que sempre esteve ali, mas que agora seria explorada de forma estruturada.
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A sigla DJ já está tão incorporada na nossa linguagem que talvez muita gente já tenha esquecido seu significado. DJ significa Disc Jokey, nomenclatura que foi primeiramente usada em 1935 para descrever locutores de rádio que tocavam discos de vinil no ar. Desde então, a cultura da discotecagem passou por profundas transformações. Se no começo o foco estava na técnica e na seleção musical, hoje o DJ ocupa um papel mais amplo, com a tecnologia digital ampliando o acesso e diversificando estilos. Nesse processo, o DJ deixou de ser apenas um intermediário entre música e público para se tornar um mediador de emoções e atmosferas.
Entre tantos gêneros que foram surgindo, a música eletrônica melódica e House (em especial os artistas que criam atmosferas narrativas e sonoras) foram as primeiras referências de Nelly Nabut, que percebeu que a sua relação com a música era diferente muito antes de estar atrás de uma mesa de som. “Sempre me encantei por sons que conduzem emoções, que contam histórias e que fazem as pessoas se conectarem — consigo mesmas e com o ambiente. Hoje, entendo que essa paixão especial nasce exatamente daí: da capacidade da música de tocar, acolher e transformar, algo que, de certa forma, dialoga muito com a minha atuação como…











