
A rotina de autocuidado com a pele, antes mais associada ao público adulto, tem avançado também sobre o universo infantil nos últimos anos. Impulsionado principalmente pelas redes sociais, o uso de cosméticos por crianças cresce e acende um alerta sobre os impactos na saúde da pele, especialmente quando há utilização de produtos não indicados para essa faixa etária.
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Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) chama atenção para a necessidade de adequar esses hábitos às características da pele infantil. Na infância, ela ainda está em desenvolvimento e exige cuidados específicos. “A pele da criança é mais fina, sensível e apresenta maior permeabilidade, o que facilita a absorção de substâncias e aumenta o risco de reações”, explica a dermatologista Dra. Vanessa Mussupapo, membro da SBCD e especialista em tratamentos estéticos e cosmiatria.
“O uso inadequado de cosméticos pode desencadear irritações, alergias e dermatites, além de favorecer uma sensibilização precoce. O problema não está no uso pontual, mas na frequência e na aplicação de produtos que não são indicados para essa faixa etária”, reforça a especialista.
Outro ponto de atenção é a composição dos produtos. Ingredientes como fragrâncias, conservantes e ativos mais potentes, comuns em cosméticos voltados ao público adulto, podem ser agressivos para a pele infantil. Substâncias como ácidos e ativos anti-idade, por exemplo, não são recomendadas para crianças e devem ser evitadas sem orientação especializada.
Desde setembro de 2025, a obrigatoriedade de notificação de efeitos adversos por parte das empresas de cosméticos, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reforça a importância do monitoramento e da segurança no uso desses produtos.
“Na infância, menos é mais. Uma rotina simples, com limpeza, hidratação e proteção solar, já é suficiente para manter a pele saudável”, orienta a dermatologista. “A recomendação é priorizar produtos desenvolvidos para o público infantil, preferencialmente hipoalergênicos, sempre com a supervisão dos responsáveis. Em caso de dúvidas ou reações, a avaliação de um dermatologista é fundamental”, finaliza.
Como escolher um médico habilitado
A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).
A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!
Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
*Informações Assessoria de Imprensa











