Automedicação: como usar remédios isentos de prescrição com segurança

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(Foto: rawpixel/Magnific)

Com a chegada do frio, aumentam as mudanças na rotina, variações climáticas e maior exposição a fatores ambientais costumam favorecer o surgimento de alergias, gripes e resfriados. Consequentemente, é comum o aumento da procura por medicamentos isentos de prescrição (MIPs), categoria que inclui analgésicos, antigripais, antialérgicos, antiácidos, antitérmicos, entre outros.

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Os MIPs são fundamentais para o cuidado cotidiano da saúde e, quando utilizados corretamente, ajudam a aliviar sintomas comuns e evitam idas desnecessárias a emergências, especialmente em épocas em que hospitais costumam estar mais cheios. Porém, justamente pela praticidade, muitos consumidores ainda fazem uso inadequado desses produtos, o que pode gerar riscos.
Especialistas farmacêuticos reforçam que automedicação responsável não significa ausência de orientação, mas sim informação correta e uso consciente. Confira os cuidados essenciais para utilizar MIPs com segurança durante o fim de ano.

1. Leia a bula, mesmo nos medicamentos conhecidos

O fato de um medicamento ser de venda livre não significa que ele é livre de riscos. A bula traz informações importantes sobre dosagem, contraindicações, efeitos colaterais e interações com outros remédios.
2. Nunca ultrapasse a dose recomendada

A tentação de “reforçar” a dose para acelerar o alívio pode causar intoxicação, sobrecarga no fígado, nos rins e no estômago. A dose indicada é sempre a mais segura.
3. Atenção às combinações

Antigripais e medicamentos “multissintomas” podem conter substâncias duplicadas, como analgésicos e cafeína. Misturar com outros remédios semelhantes pode aumentar o risco de efeitos adversos.
4. Evite misturar medicamento e álcool

Durante festas, é comum o consumo de bebida alcoólica, mas álcool potencializa efeitos colaterais e reduz a eficácia de vários MIPs.
5. Crianças não são “mini-adultos”

A dosagem pediátrica segue critérios diferentes, muitas vezes calculados por peso. Nunca ofereça um medicamento adulto “pela metade”.
6. Respeite o tempo de uso

MIPs são indicados para sintomas passageiros. Se a dor ou febre persistir por mais de 48 horas, é sinal de que o corpo precisa de avaliação médica.
7. Verifique validade e armazenamento

Férias envolvem malas, praias, sol, viagens longas: ambientes que podem comprometer a composição do medicamento. Nunca utilize comprimidos que mudaram de cor, textura ou cheiro.
A Mariana Castro, Gerente de Qualidade da MedQuímica, reforça que automedicação responsável não substitui diagnóstico. “A ampliação do acesso a MIPs é positiva para o sistema de saúde, desde que acompanhada de educação. O uso seguro inclui informação, leitura atenta da bula e respeito às orientações oficiais”.

Quando NÃO usar um MIP e procurar ajuda médica?

  • Dor intensa que impede atividades básicas
  • Febre persistente acima de 48 horas
  • Falta de ar
  • Reação alérgica com inchaço ou coceira generalizada
  • Náuseas e vômitos contínuos
  • Criança com menos de 2 anos apresentando sintomas

*Informações Assessoria de Imprensa