Dia do Profissional de Educação Física: qual o papel humano diante da era da Inteligência Artificial?

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(Foto: Freepik)

Hoje a Inteligência Artificial está em todo lugar. No mundo fitness, então, ela já ajuda a montar treinos, acompanhar resultados e até prever como o corpo pode evoluir. Mas quando chega o Dia do Profissional de Educação Física, em 1º de setembro, a pergunta que fica é: será que a tecnologia consegue substituir o trabalho humano?

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Para Guilherme Lacerda, diretor técnico da Ultra — rede de academias com mais de 200 mil alunos pelo Brasil — a resposta é simples: não é sobre substituir, é sobre somar. A IA organiza, mede, mostra números em tempo real. Mas quem entende de verdade o aluno, respeita limites, escuta histórias e motiva a não desistir é o professor.

“Educação física não é só passar exercício. É cuidar da saúde, do bem-estar e até do emocional. São coisas que nenhuma máquina consegue perceber, como a importância de uma conversa no meio do treino ou de um ajuste no movimento que evita lesão”, explica Guilherme.

No fim, o papel do profissional fica ainda mais forte. Com a tecnologia assumindo tarefas mais repetitivas, sobra tempo para o que faz diferença: criar vínculo, acompanhar de perto e trabalhar cada aluno como único. E isso é fundamental num país onde o sedentarismo ainda é um grande desafio.

O Dia do Profissional de Educação Física também é um convite para pensar no futuro do setor. Como valorizar ainda mais esses profissionais? Como equilibrar inovação tecnológica e acolhimento humano? A Ultra acredita que esse é o caminho: usar a tecnologia como aliada, sem nunca perder de vista que, no centro de tudo, está a relação entre pessoas.

A percepção de quem atua nas academias é que a inteligência artificial se tornou uma aliada estratégica do profissional de Educação Física. Segundo a Tecnofit, principal plataforma de gestão para o mercado fitness no Brasil, a valorização do acompanhamento individualizado segue em crescimento, mesmo em um cenário cada vez mais digital. Esse movimento não é exclusivo do país, já que de acordo com o relatório do mercado global de personal trainers 2025 da Cognitive Market Research, o mercado da América Latina foi responsável por mais de 5% da receita mundial, alcançando US$ 1,98 bilhão em 2024, com expectativa de crescer a uma CAGR de 5,9% até 2031. Para a empresa, esses números mostram que a demanda por orientação personalizada é uma tendência global e que o papel do educador físico ganha ainda mais força justamente quando a tecnologia se expande.

“Essa movimentação mostra que o digital não afasta, mas aproxima ainda mais o aluno do profissional. A tecnologia entra como ferramenta de apoio,  seja para organizar rotinas, facilitar a comunicação ou ampliar o acesso, mas o que gera resultado é o vínculo humano e o olhar qualificado de quem acompanha de perto”, afirma Antonio Maganhotte, CEO da Tecnofit.

Para Maganhotte, o futuro do setor passa por um modelo híbrido, que une tecnologia e acolhimento. “A tecnologia ajuda a dar escala, simplifica processos e fornece dados valiosos, mas é o educador físico quem interpreta essas informações e transforma em cuidado. É essa combinação que garante segurança, evolução e motivação para o aluno, e essa conexão é insubstituível”, conclui.

*Informações Assessoria de Imprensa

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