
Muita gente suspendeu viagens para rever familiares durante os últimos anos, mas se prepara para retomar este costume graças ao controle da pandemia e da aproximação do Natal e Ano Novo. Este reencontro pode se desdobrar em situações delicadas e até desagradáveis. Para evitar problemas e tirar das confraternizações familiares momentos leves e até divertidos a psicóloga Ana Carolina de Carvalho Pacheco falou sobre o assunto.
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“A sensação é de alegria e acolhimento ou de tensão, de raiva, de mágoa? Entender a emoção que o encontro causa faz com que a pessoa tenha mais consciência do seu nível de paciência ou impaciência para o evento e esta percepção ajuda a ter mais controle diante de atos impulsivos, que podem ocorrer”, pondera a especialista.
É preciso entender e admitir que relações familiares muito próximas podem, sim, ser tóxicas – e isto é algo que deve ser trabalhado em terapia, para que o paciente possa se desvencilhar desta relação sem culpa ou medo. Enquanto não há clareza quanto a isto e a opção for de convivência, vale considerar algumas dicas úteis para festas de final de ano entre familiares.
- Evite condutas que podem ser opressoras
- Não tente convencer ninguém de nada
- Evite Polêmicas
- Com pessoas desafiadoras desenvolva apenas assuntos leves e pouco polêmicos
- Faça humor, não faça guerra!
- Utilize o bom humor como ferramenta
- Retirada estratégica
- Se afaste quando perceber que a situação o está deixando desconfortável ou tenso
- Seja despretensioso(a)
- Tente dialogar sem criar expectativas
- Cortar o mal pela raiz – aprenda a entender e tratar desapontamentos familiares em sua origem
É bem provável que as medidas acima deem conta de sustentar uma reunião sem grandes sofrimentos. Mas, olhando para assunto família com a perspectiva perene e complexa que ele sempre terá é preciso ir mais fundo, considerando a origem de sentimentos e desentendimentos também.
“É necessário aceitar que a opinião de familiares como pai, mãe, irmãos, avós, tios e outros tem quanto a nós dificilmente é algo irrelevante, por mais que muitas pessoas apresentem este discurso de que não se preocupam com a questão. Por esta razão o ambiente pode se tornar muito complicado quando um dos entes não se sente respeitado, valorizado e/ou amado. Já que isto cria impactos, por vezes, muito profundos, não apenas como traumas, mas também formas de manejo e condução de vida, que são pautadas por esta rejeição sentida”, explica Pacheco.
O lado alentador é que não devemos e não precisamos passar a vida fugindo de situações desconcertantes. Para resolver o problema de forma definitiva precisamos nos trabalhar, entender nossa criança interna, as demandas que ela representa e aprender cada vez mais a nós mesmos nos darmos o que queremos dos outros e também aceitar que muitas vezes o que esperamos de alguém pode não ser viável. Por exemplo, há quem não consiga entregar algo simples, como honrar a própria palavra.
*Informações Assessoria de Imprensa
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