Aprimorando a terapia locorregional para câncer de mama: refinamento de manejo cirúrgico e radioterápico


Este trabalho se propõe examinar quarto inovações recentes e as implicações para o atendimento ao paciente e o futuro do manejo do cancer de mama. Está pautado no cenário atual no qual os avanços tecnológicos se direcionam na otimização do cuidado de cada paciente com a redução da duração dos tratamentos e suas morbidades; tanto em prazos mais curtos de radioterapia (Radioterapia de curso curto – SCRT) e abordagens cirúrgicas menos invasivas de maneira que não haja comprometimento de eficácia mas reduzindo as inconveniências dos tratamentos quando comparados às abordagens tradicionais.

O primeiro trabalho avaliado é o MC1631-trial desenhado para validar o uso de protonterapia adjuvante hipofracionada locorregional para pacientes mastectomizadas (com ou sem reconstrução) nos Estados Unidos. Estudo fase 2, randomizado, estruturado em dois braços 1:1 (41 pacientes para cada braço) sendo o primeiro 50 Gy em 25 frações e o braço experimental  de 40.05Gy em 15 frações. O objetivo primário foi em avaliar toxicidades em 2 anos sendo Grau 3 o maior ou necessidade de intervenção cirúrigica em 3 meses após o término da radioterapia. Proposto como não inferioridade dada a isoeficácia demonstrada no uso de fótons pelos trabalhos anteriores START A e START B. Com o seguimento de 39.3 meses, a porcentagem de complicação para o braço hipofracionado foi de 20% (8 pacientes) correspondendo a infecções com necessidade de intervenção em 7 de 8 pacientes. Também avaliadas que em 15% (6 pacientes) de fracionamento convencional corresponderam a necrose de pele e deformidades. Embora a não inferioridade não pudesse ser demonstrada estatísticamente a análise de toxicidades global foi muito semelhante e as análises multivariadas mostraram que o hipofracionamento não estaria associado ao aumento de risco de toxicidades tardia mesmo em pacientes com reconstrução imediata. Outro dado relevante é a melhor tolerância…



Leia Mais >