Na última segunda-feira, 23 de fevereiro, o presidente e o diretor adjunto de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina, Antonio José Gonçalves e Marun David Cury, respectivamente, acompanhados do presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, participaram de uma reunião virtual com a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Daiane Nogueira de Lima.
O objetivo do encontro foi falar sobre a atual situação do ensino médico no Brasil, principalmente no que tange à formação e à especialização, e comentar os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) – que foram insatisfatórios, já que 30,4% dos cursos de Medicina avaliados apresentaram notas 1 e 2.
Conforme destacou Antonio José Gonçalves, a situação representa um grande risco para a população. “Um terço dos médicos que fizeram o Enamed foi reprovado e, ainda assim, exercerá a Medicina. Isso requer ações da Associação Paulista de Medicina e de nossos parceiros, por exemplo, todo esse grupo do Judiciário.”
De acordo com o médico, apesar de o Conselho Nacional de Justiça não ter o poder de fiscalização, ele pode opinar sobre as diversas solicitações que são feitas em relação à situação atual da Medicina, seja por meio de senadores, da própria população ou de outras entidades. “Tudo isso no sentido de, realmente, esclarecer as dificuldades que o nosso País atravessa na formação dos médicos.”
Para Marun David Cury, a reunião foi fundamental para levar a indignação dos médicos a respeito dos resultados do Enamed e da falta de preparo dos futuros profissionais que estarão na linha de frente do atendimento. “O exame refletiu o baixo conhecimento da Medicina, então é um risco muito grande, já que a população…











