Refrigerante, calça apertada, pernas cruzadas, pouca água, excesso de sal e sedentarismo costumam aparecer como os grandes culpados pela celulite. A tentativa de encontrar uma causa simples, porém, esbarra em uma condição que envolve a estrutura da pele, as fibras internas, a gordura, a flacidez, os hormônios e a predisposição individual.
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Segundo Roberto Chacur, médico referência em tratamentos para celulite e criador do protocolo GoldIncision, não há evidência de que o gás do refrigerante provoque as depressões na pele. “O consumo frequente de bebidas açucaradas pode favorecer o ganho de peso e deixar as marcas mais aparentes, mas isso é diferente de afirmar que uma lata cria celulite”, explica. O mesmo vale para calças muito apertadas e o hábito de cruzar as pernas: eles podem causar desconforto ou alterar momentaneamente a circulação, mas não formam sozinhos os furinhos.
O sal, a hidratação e a falta de atividade física entram na categoria das meias-verdades. O excesso de sódio pode favorecer inchaço e destacar temporariamente as irregularidades, enquanto a desidratação pode deixar a pele com aparência menos viçosa. Já os exercícios ajudam no tônus muscular, no controle da gordura corporal e no aspecto da pele, mas não rompem as fibras responsáveis por determinadas depressões. “Esses hábitos podem melhorar ou piorar a aparência da celulite, mas não explicam isoladamente por que ela surgiu”, afirma.
Chacur destaca ainda que mulheres magras, atletas e com alimentação equilibrada também podem apresentar celulite. “Não existe um alimento, uma roupa ou um comportamento que explique sozinho o problema. O erro é tentar tratar todos os casos da mesma forma, porque uma mulher pode ter mais flacidez, outra mais gordura localizada e outra depressões formadas principalmente pelas traves fibrosas”, conclui.