Quantos dias os alimentos podem ficar na geladeira sem oferecer riscos à saúde?

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(Foto: Freepik)

Guardar alimentos na geladeira é um hábito comum na rotina dos brasileiros, mas pouca gente sabe por quanto tempo cada item pode ser armazenado sem oferecer riscos à saúde. Carnes, refeições prontas, frutas e até sobras do dia a dia têm prazos específicos de consumo, e ultrapassá-los pode favorecer a proliferação de bactérias e causar intoxicações alimentares.

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Segundo Paula Pens, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o erro mais comum é confiar apenas no cheiro ou na aparência. “Nem sempre um alimento estragado apresenta odor forte ou sinais visíveis. Algumas bactérias perigosas não alteram o aspecto do alimento, mas podem causar sérios problemas gastrointestinais”, alerta.
De forma geral, os principais prazos de armazenamento na geladeira são:

  • Arroz, feijão e refeições prontas: até 3 dias em recipientes bem fechados;
  • Carnes cruas (bovina, frango e suína): de 1 a 3 dias, conforme o tipo;
  • Peixes e frutos do mar: até 24 horas;
  • Legumes cozidos: até 3 dias;
  • Verduras e folhosos: de 5 a 7 dias, se bem higienizados.

“Esses prazos ajudam a reduzir o risco de contaminações e devem ser respeitados, mesmo que o alimento aparente estar em boas condições”, orienta a nutricionista.
Outro ponto importante é a temperatura da geladeira, que deve ficar abaixo de 5 °C. “Uma geladeira desregulada compromete totalmente a segurança dos alimentos. Além disso, é fundamental guardar a comida logo após esfriar, em no máximo 30 minutos. Para garantir um resfriamento mais rápido, transfira os alimentos das panelas para tigelas ou travessas menores e rasas, tampe e guarde na parte central da geladeira ou no freezer se for congelar. “Assim garantimos um alimento seguro”, explica a professora.
Para evitar riscos, o especialista recomenda identificar os potes com a data de preparo, evitar reaproveitar alimentos por muitas vezes e nunca misturar comida nova com sobras antigas. “Organização e informação são essenciais para garantir a segurança alimentar dentro de casa”, finaliza.

*Informações Assessoria de Imprensa

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