Nova pirâmide nutricional, será o fim dos carboidratos?

pirâmide alimentar
(Foto: Freepik)

Em um anúncio que já repercute internacionalmente, os Estados Unidos apresentaram suas novas diretrizes alimentares para os próximos cinco anos. O documento, chamado Dietary Guidelines for Americans 2025/2030, rompe com décadas de recomendações que privilegiavam carboidratos e restringiam gorduras.

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Diferente do modelo tradicional, a pirâmide alimentar foi redesenhada para dar protagonismo às proteínas e às gorduras naturais. Carnes, ovos, peixes, laticínios integrais e azeite de oliva passam a ser destacados como alimentos centrais na dieta, descritos como fontes de proteínas densas e lipídios essenciais ao funcionamento metabólico.

A nova diretriz sugere que a ingestão proteica ideal varie entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal ao dia. Em contrapartida, carboidratos refinados e ultraprocessados são apontados como vilões da saúde pública, já que produtos como pães brancos, biscoitos e cereais industrializados estão associados ao aumento de obesidade e diabetes tipo 2. O texto enfatiza que o problema não está nas gorduras naturais, mas no excesso de açúcares adicionados e alimentos artificiais.

Autoridades americanas reforçaram a mudança com declarações contundentes. Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde, resumiu: “Coma comida de verdade. Estamos encerrando a guerra às gorduras saturadas e iniciando a guerra ao açúcar”.

No Brasil, especialistas avaliam que a decisão americana deve intensificar o debate sobre alimentação saudável. A nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi observa que a mudança pode trazer benefícios práticos. “Ao valorizar proteínas e gorduras de qualidade, os EUA reconhecem o papel desses nutrientes na manutenção da massa muscular, na saciedade e na prevenção de doenças metabólicas”.

Ela ressalta que o equilíbrio continua sendo fundamental. “Não se trata de excluir totalmente os carboidratos, mas de escolher versões integrais e reduzir os refinados. A grande mensagem é priorizar alimentos naturais e minimizar os ultraprocessados”, explica Thainara.

Pesquisas já apontavam que dietas com menos carboidratos podem ser benéficas em determinados contextos clínicos e a publicação oficial consolida essa tendência ao dar respaldo científico às práticas de baixo consumo de carboidratos. A pirâmide alimentar, símbolo da nutrição moderna, foi literalmente virada de cabeça para baixo. Menos medo das gorduras e mais atenção aos carboidratos refinados, é a nova recomendação. O Brasil, que já possui diretrizes contra ultraprocessados, deve acompanhar de perto os impactos.

*Informações Assessoria de Imprensa

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