
Ansiedade, depressão, bullying e o impacto das telas são alguns dos desafios que marcam a vida emocional de crianças e adolescentes atuais. Para dar luz sobre esse cenário e apoiar a busca de soluções, a Escola da Inteligência, programa pioneiro em educação socioemocional para as escolas no Brasil, lança neste mês sua campanha de Setembro Amarelo, que levanta o questionamento – E se a gente começasse pelo sentir?”. A iniciativa propõe escuta ativa, conexão emocional e reflexão prática sobre os caminhos possíveis de acolhimento.
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O ponto central da campanha é uma mesa de conversa gravada com especialistas reconhecidos, como a juíza Vanessa Cavalieri (criadora do “Protocolo Eu Te Vejo”), o filósofo e psicoterapeuta Emanuel Aragão, e a criadora de conteúdo Carol Fernandes, com mediação da gerente socioemocional da Escola da Inteligência, Rafaela Perim. O episódio já está disponível na íntegra no canal do YouTube da Escola da Inteligência.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=TeBqj70yybo
“É um tema urgente e importante falarmos sobre saúde mental. A OMS estima que 1 em cada 7 jovens viva com algum transtorno mental, e no Brasil, quase 40% dos adolescentes apresentam sinais de ansiedade ou depressão. Com essa campanha, queremos lembrar que escolas e famílias não estão sozinhas nessa missão. Quando agimos juntos, transformamos não só a vida dos alunos, mas também o futuro da educação”, afirma Rafaela Perim, gerente socioemocional da Escola da Inteligência.
A campanha traz três eixos de debate:
- Saúde mental e ecossistema de apoio,
- Tecnologia, redes sociais e IA,
- Conflitos, bullying e relações sociais.
Na primeira parte da conversa, o destaque está no papel da família, da escola e dos vínculos de confiança como principal fator de proteção contra o adoecimento emocional. A juíza Vanessa Cavalieri lembra que “o melhor antídoto contra conflitos são os bons relacionamentos”, enquanto o filósofo Emanuel Aragão ressalta que a criança precisa sentir-se aceita inclusive em suas falhas, já que angústia e agressividade são sinais que pedem escuta, não apenas correção. A criadora de conteúdo Cau Fernandes completa reforçando a importância de pais e responsáveis observarem mudanças de comportamento e valorizarem os filhos no dia a dia.
Em análise sobre o impacto das redes sociais e da tecnologia na saúde mental, a juíza Vanessa destaca a necessidade da presença ativa de pais e educadores. “O maior risco hoje não é a tela em si, mas a solidão diante dela”, ressalta. Emanuel acrescenta que “nenhum algoritmo substitui o afeto real da convivência”, enfatizando que experiências concretas, como o brincar e a convivência física, ensinam frustração e empatia de forma insubstituível. Cau traz o olhar prático ao sugerir rituais de conexão, como refeições em família, assistir a uma série juntos ou cultivar pequenas tradições que reforcem os vínculos.
Por fim, quando o tema é bullying, conflitos e relações sociais, os especialistas chamam atenção para a diferença entre o conflito (natural e educativo) e o bullying (caracterizado como crime). “Bullying é violência, não aprendizado”, alerta Vanessa. Emanuel lembra que a prática não afeta apenas a vítima: “A criança que agride também adoece, porque perde a chance de aprender regras básicas de convivência”. Cau encerra reforçando a importância de fortalecer autoestima e identidade como forma de preparar crianças e adolescentes para lidar com situações de exposição e enfrentamento.
A campanha é integrada e multicanal: começa no digital, como espaço de inspiração e diálogo, e ganha vida prática nas escolas parceiras da Escola da Inteligência, que receberão materiais exclusivos para engajar alunos, famílias e educadores. E, ao expandir também para o ambiente digital, o movimento ultrapassa a rede de parceiros e amplia seu alcance, sustentando-se durante todo o mês como uma experiência coletiva de impacto dentro e fora das salas de aula
A Escola da Inteligência atende hoje mais de 400 mil alunos em todo o país, com soluções que unem neurociência, psicologia e educação. A campanha de Setembro Amarelo 2025 reforça a missão da EI de valorizar a vida e colocar a saúde emocional como parte essencial do aprendizado.
*Informações Assessoria de Imprensa
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