No ritmo acelerado das conexões digitais, a psicanalista e especialista em reprogramação mental Elainne Ourives alerta para uma mudança silenciosa na frequência vibracional das pessoas, conceito que descreve o nível de coerência entre corpo, mente e ambiente.
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Segundo ela, a hiperexposição a estímulos digitais vem desorganizando o equilíbrio emocional e energético dos indivíduos. “A mente foi desenhada para ciclos, silêncio e presença. Quando há estímulo constante, o cérebro perde sua harmonia vibracional e entra em estado de hipervigilância”, explica.
Pesquisas recentes confirmam os efeitos da hiperconexão. De acordo com a DataReportal, o brasileiro passa, em média, 9 horas e 32 minutos por dia conectado à internet, sendo o país com maior tempo online do mundo. Um relatório da Frontiers in Public Health apontou que o uso excessivo de redes sociais está diretamente relacionado ao aumento de casos de burnout e ansiedade por meio da comparação social constante. Já a Deloitte revelou que 62% dos profissionais verificam o celular a cada dez minutos durante o expediente e mais da metade relata cansaço mental ao final do dia.
Elainne explica que o corpo reage à sobrecarga digital como se estivesse sob ameaça constante. “O sistema nervoso entra em alerta e o organismo libera hormônios do estresse. É como se estivéssemos em estado de fuga o tempo todo. Isso reduz a clareza mental, a criatividade e a empatia”, afirma.
O debate sobre a regulação do uso de tecnologia e inteligência artificial em escolas e empresas vem ganhando força. Pesquisas da Universidade de São Paulo apontam que o uso prolongado de telas pode reduzir em até 40% a capacidade de foco e aprendizado entre adolescentes. Já a Organização das Nações Unidas discute diretrizes para limitar o uso de IA em ambientes educacionais, com o objetivo de proteger o bem-estar emocional e cognitivo dos estudantes.
Para Elainne, o problema não é a tecnologia em si, mas a ausência de consciência no uso. “A IA e as redes sociais podem ser ferramentas de expansão, mas quando o indivíduo deixa de escolher e passa a ser escolhido pelos estímulos, perde o controle vibracional e emocional. É nesse ponto que a mente deixa de criar e passa apenas a reagir”, explica.
Ela defende que a nova etapa de evolução digital exige também uma revolução da presença. “O futuro não será sobre velocidade, será sobre coerência. A verdadeira inteligência não é artificial, é emocional. Estar presente é o novo luxo mental”, diz.
Como recuperar o equilíbrio vibracional na era digital
Para ela, o desafio contemporâneo não é desconectar-se da tecnologia, mas reconectar-se de forma consciente consigo mesmo. “A tecnologia pode ampliar nossa consciência ou aprisioná-la. O que precisamos reaprender é a arte de estar presentes, e não apenas conectados”, conclui.
*Informações Assessoria de Imprensa
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