A vontade de usar o vape logo ao acordar, o incômodo ao permanecer em locais onde o consumo é proibido e a preocupação quando o dispositivo está acabando são sinais de que o uso pode ter deixado de ser ocasional. A dependência de nicotina pode se instalar rapidamente, e não existe um período de experimentação considerado seguro. Segundo a professora Rafaella Carvalho, especialista em Fisioterapia Respiratória do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é difícil estabelecer quantas vezes uma pessoa precisará usar o cigarro eletrônico até se tornar dependente.
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“Isso varia de organismo para organismo e depende de fatores como frequência de consumo e concentração de nicotina. Por isso, não existe um número de usos que possa ser considerado seguro”, explica.
Quais são os sinais de dependência?Alguns comportamentos devem acender o alerta:
“Esses sinais indicam uma provável dependência química e não devem ser tratados apenas como falta de força de vontade”, afirma Rafaella. A especialista também chama atenção para o uso combinado de diferentes produtos. Depois que a dependência se estabelece, o jovem pode procurar outras fontes de nicotina, como o cigarro convencional, para suprir a necessidade.
Quais sintomas físicos exigem atenção?
Além dos sinais comportamentais, algumas alterações respiratórias podem indicar que o uso do vape já está prejudicando a saúde. É recomendado procurar avaliação profissional diante de sintomas como:
Mãos ou lábios arroxeados ou azulados e dificuldade intensa para respirar exigem atendimento imediato, pois podem indicar comprometimento da oxigenação. “Esses sintomas precisam ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente quando surgem ou se intensificam após o uso do vape”, orienta a professora.
O que fazer para parar de usar vape?
Quem percebe perda de controle sobre o consumo deve buscar acompanhamento profissional. O tratamento dependerá do nível de dependência, dos sintomas e das condições clínicas de cada pessoa. O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar gatilhos, como ansiedade, estresse e pressão social, além de desenvolver estratégias para lidar com a vontade de usar o dispositivo.
Uma avaliação médica também pode investigar alterações provocadas pelo vape e indicar o tratamento mais adequado. Na presença de comprometimento pulmonar, a fisioterapia respiratória pode integrar o cuidado, com técnicas voltadas à recuperação da função pulmonar, à melhora do padrão respiratório e à desobstrução das vias aéreas. “Buscar ajuda profissional não significa que a pessoa fracassou ao tentar parar. A dependência de nicotina é uma condição que pode exigir acompanhamento e tratamento”, finaliza a docente do CEUB.
5 passos diante da suspeita de dependência