Sabia que a sua hipertensão pode estar relacionada com fator hormonal? 

hipertensão
(Foto: wavebreakmedia_micro/Freepik)

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das condições crônicas mais comuns no Brasil, mas parte dos casos tem origem hormonal e permanece sem diagnóstico. O aldosteronismo primário, também chamado de hiperaldosteronismo primário (HAP) ou síndrome de Conn, ocorre quando as glândulas suprarrenais produzem aldosterona em níveis acima do adequado. Esse hormônio regula sódio, potássio e o volume de líquidos no organismo; quando há excesso, ocorre retenção de sódio, perda de potássio e aumento sustentado da pressão arterial.

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Apesar da relevância, essa causa de hipertensão ainda não faz parte da triagem inicial em grande parte dos atendimentos médicos. “O aldosteronismo primário é uma causa tratável de hipertensão e ainda é subdiagnosticado. Muitos pacientes convivem com a pressão alta por longos períodos sem investigar a possibilidade de um distúrbio hormonal associado”, afirma Marilia Bortolotto Felippe Trentin, endocrinologista membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Além da hipertensão de difícil controle, sintomas como cefaleia, alterações de visão, fadiga, câimbras e sintomas relacionados à redução do potássio podem acontecer. Adultos na faixa etária entre 30 e 50 anos são os mais propensos a desenvolver aldosteronismo primário.

“Quando a hipertensão é resistente ou há redução do potássio sem causa aparente, o HAP deve ser considerado. Embora a triagem ainda não faça parte da rotina, ela deveria ser incorporada aos protocolos”, ressalta a médica.

Ela ainda explica que, embora o exame de sangue em jejum seja o exame de rotina para diagnosticar aldosteronismo primário, a variação natural dos hormônios ao longo do dia pode interferir na precisão dos resultados – e entender essa variação é fundamental para reduzir falsos negativos e direcionar corretamente o tratamento.

“Com o diagnóstico estabelecido, o tratamento varia de acordo com a origem do excesso de aldosterona. Na hiperplasia bilateral, que acomete as duas glândulas suprarrenais, a abordagem é clínica, com uso de medicamentos que bloqueiam a ação da aldosterona. Já quando há um nódulo produtor em apenas uma das glândulas, a cirurgia pode normalizar a pressão arterial”, detalha Marília.

*Informações Assessoria de Imprensa