Pesquisa: Quase um terço dos médicos são autônomos no Brasil e pagam 4x mais impostos

medico autonomo
(Foto: katemangostar/Freepik)

Um diagnóstico fiscal realizado pela Selvia, plataforma especializada em inteligência tributária para profissionais da saúde, com base em dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), revela que 32% dos médicos no Brasil atuam como autônomos – ou seja, emitem RPA  (Recibo de Pagamento Autônomo) ou Nota Fiscal Avulsa e arcam com uma carga tributária que pode chegar a 40% ao mês, considerando as alíquotas combinadas de IRPF (27%), INSS (11%) e ISS (5%), já considerando as alíquotas já regressivas de imposto de renda.

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A estruturação da atividade médica por meio de pessoa jurídica pode representar uma economia tributária expressiva, com alíquota efetiva reduzida para cerca de 9,2%, dependendo do regime de tributação adotado (Simples Nacional ou Lucro Presumido) e da forma de distribuição de lucros. A formalização, além de legal e recomendada por especialistas, permite ganhos em eficiência contábil e maior previsibilidade financeira para o profissional.

“O modelo atual de atuação autônoma, bastante comum entre médicos, é um dos mais onerosos do ponto de vista fiscal. Ainda há muito desconhecimento sobre o impacto que a escolha do regime de tributação pode ter na renda líquida dos profissionais de saúde. Muitos dos médicos que trabalham como autônomos, acreditam que como autônomos estão contribuindo com o INSS e na PJ não estariam. Esses profissionais ainda seguem pagando mais impostos do que deveriam, tendo a possibilidade de operar dentro da legalidade com carga tributária significativamente menor e ainda poupar quase 20% de impostos totais”, afirma André Sérvias, CEO da Selvia.

Para ajudar médicos a entenderem como funciona esse processo de otimização, a Selvia tem promovido conteúdos e ferramentas de simulação que mostram na prática como a formalização via empresa pode resultar em uma economia de até 200% em relação ao modelo atual — valor que pode ser revertido em investimentos, qualidade de vida ou expansão da atuação profissional.

*Informações Assessoria de Imprensa