
A Ipsos, empresa líder de pesquisas de mercado global, divulga a “Pesquisa Ipsos Happiness Index 2025”, um estudo que apresenta o indicador de felicidade das pessoas ao redor do mundo, além de identificar os principais fatores que influenciam o bem-estar das pessoas. No índice geral, Índia, Holanda e México são os três países mais felizes entre as 30 nações pesquisadas, enquanto Hungria, Turquia e Coreia do Sul aparecem como os mais infelizes.
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De acordo com o estudo, a faixa etária entre 60 e 70 anos se sente mais feliz em comparação com aqueles abaixo dos 50 anos. Olhando para a média global, o estudo ainda revela uma diferença significativa entre a declaração de homens e mulheres da Geração Z; enquanto 73% dos homens Gen Z se consideram felizes, 69% das mulheres fazem esta afirmação (sendo a geração com maior gap entre os gêneros).
No Brasil, 79% dos entrevistados se consideram felizes – sendo 55% bem felizes e 24% extremamente felizes –, posicionando o país em quinto lugar no ranking global desta pergunta, atrás de Índia (88%), Holanda (86%), México (82%) e Indonésia (80%). Hungria, Turquia e Coréia do Sul aparecem no fim da lista, sendo os mais infelizes. Entre os respondentes brasileiros, os 60+ também se destacam na felicidade declarada frente às demais gerações, com os Baby Boomers aparecendo com 85%, os Gen X (79%), Millennials (77%) e Gen Z (78%).
Apesar de ocupar uma posição elevada no ranking de felicidade, apenas 34% dos brasileiros consideram sua qualidade de vida atual como boa, colocando o país entre os mais negativos no quesito qualidade de vida entre os países entrevistados. Novamente, os mais felizes, Índia, Holanda, México e Indonésia também aparecem no topo desse quesito. O Brasil aparece empatado com a Espanha e o Peru na insatisfação com a qualidade de vida, com o Japão aparecendo em último lugar na lista com apenas 13% de satisfação declarada.
Sobre o que gera felicidade, na média dos 30 países pesquisados, 36% dos participantes afirmaram que a relação familiar é o principal motivo, 35% citam “se sentir amado(a)” e 25% citam “ter o controle da própria vida”. A vida financeira (24%), o trabalho (15%), e a vida social (apenas 5%) aparecem com menos força na lista. No Brasil, o principal motivo citado é a satisfação com a saúde mental e o bem-estar físico, citado por 33%, sendo o terceiro país que deu maior peso a este motivo, atrás apenas de Peru (37%) e Espanha (35%).
A pesquisa também evidenciou que, embora a família e o amor sejam grandes fontes de felicidade, a falta de dinheiro é a principal causa de infelicidade quando a pergunta é os motivos que causam infelicidade – o motivo o principal citado na média global (58%) e também no Brasil (48%).
Olhando recortes específicos, pessoas de todos os níveis de renda indicaram que a situação financeira atual é o principal fator de não se sentirem felizes, enquanto apenas 62% das pessoas de baixa renda se consideram felizes, comparado a 71% de renda média e 75% de alta renda.
“O estudo nos mostrou que os principais impulsionadores da felicidade são o relacionamento com os familiares e o quanto nos sentimos amados, demonstrando o quão importante e dependente somos das relações. Por outro lado, comprova que até dinheiro somente não nos traz felicidade, mas a falta dele sim nos traz infelicidade” comenta Rafael Lindemeyer, diretor de clientes na Ipsos.
O levantamento destacou que a família, o controle sobre a própria vida e o sentimento de ser amado são as características mais comuns entre as pessoas que se consideram felizes. Em contrapartida, questões relacionadas à saúde mental e física também aparecem como os principais indicadores de felicidade. No Brasil, 88% dos brasileiros concordam que precisam cuidar melhor da saúde física e 89% da saúde mental, números estes bem próximos a média global que é de 84%, segundo outro estudo da Ipsos, o Ipsos Global Trends.
Metodologia
Estes são os resultados de uma pesquisa em 30 países realizada pela Ipsos em sua plataforma on-line Global Advisor e, na Índia, em sua plataforma IndiaBus, entre sexta-feira, 20 de dezembro de 2024, e sexta-feira, 3 de janeiro de 2025.
Para essa pesquisa, a Ipsos entrevistou um total de 23.765 adultos com 18 anos ou mais na Índia, 18-74 no Canadá, República da Irlanda, Malásia, Nova Zelândia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, 20-74 na Tailândia, 21-74 na Indonésia e Singapura e 16-74 em todos os outros países.
As amostras no Brasil, Chile, Colômbia, Indonésia, Irlanda, Malásia, México, Peru, Singapura, África do Sul, Tailândia e Turquia são mais urbanas, mais instruídas e/ou mais ricas do que a população em geral. Os resultados da pesquisa nesses países devem ser vistos como um reflexo das opiniões do segmento mais “conectado” de sua população.
*Informações Assessoria de Imprensa