Insuficiência cardíaca: diagnóstico precoce e prevenção

insuficiência cardíaca
(Foto: rawpixel/Freepik)

A insuficiência cardíaca é uma condição que ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de maneira suficiente para dar conta de todas as necessidades do corpo. Neste dia 9 de julho, o Brasil celebra o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, que tem o objetivo de conscientizar a população em relação à doença.

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Só no Brasil, estima-se que três milhões de pessoas sofram de insuficiência cardíaca. No mundo, os casos chegam a 37,7 milhões, de acordo com a Federação Internacional do Coração, sendo que cerca de um terço dos pacientes permanece sem diagnóstico.

 

Existem muitas causas para a insuficiência cardíaca: por exemplo, ela pode surgir após um infarto ou ser causada por valvulopatias, as doenças que afetam as válvulas do coração. Também pode ser causada por arritmias, cardiomiopatias, hipertensão de longa duração, inflamações no coração, doenças cardíacas congênitas e outras condições que danifiquem o músculo cardíaco, como a febre reumática, a doença de Chagas e a doença de Kawasaki.

 

Se não for tratada, a insuficiência cardíaca piora com o tempo, limitando cada vez mais a vida do paciente e podendo levá-lo à morte. Por isso, é muito importante ficar atento e procurar atendimento de saúde assim que perceber os sintomas. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico do paciente.

 

Falta de ar ao realizar esforço físico ou ao deitar, cansaço excessivo e constante, ganho rápido de peso, tosse persistente ao deitar e inchaço nos membros inferiores e abdômen são os sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca. Conforme a doença avança, a falta de ar e cansaço vão aumentando e o paciente passa a se sentir cansado até mesmo sem ter feito esforço físico. A pessoa fica mais limitada em suas atividades. Deixa de caminhar, dirigir e subir escadas; vestir um casaco e se levantar da cama se tornam tarefas difíceis. Até levantar o talher para comer parece exigir esforço demais.

 

A boa notícia é que existe tratamento para a insuficiência cardíaca, que permite o controle da doença e de seus sintomas. A medicina avançou muito nas últimas décadas e tanto os medicamentos quanto os dispositivos de assistência ventricular, ressincronizadores e cardiodesfibriladores são cada vez mais eficientes em prevenir a piora da doença e as internações, permitindo que o paciente recupere a sua autonomia.

 

O tratamento da insuficiência cardíaca é multidisciplinar e envolve tanto o uso de medicamentos e dispositivos específicos quanto mudanças no estilo de vida, como adotar uma alimentação balanceada e parar de fumar. A prática de atividade física, sempre sob supervisão de um profissional de saúde, também é muito benéfica. Além disso, é importante manter sob controle as doenças associadas, como hipertensão, arritmia, colesterol alto e diabetes.

 

É extremamente importante não suspender o tratamento. Muitas vezes, o paciente suspende a medicação por conta própria, pois sente-se melhor e acredita estar curado. Isso é muito perigoso e pode levar a uma descompensação, piora dos sintomas e internações. Manter a insuficiência cardíaca sob controle é possível e a condição clínica do paciente pode melhorar muito. Mas é importante lembrar que é o uso regular dos medicamentos, juntamente com a adoção de hábitos saudáveis, que permite essa melhora. Ou seja, suspender a medicação levará a uma piora na condição geral do paciente.

 

Tão importante quanto tratar a insuficiência cardíaca é prevenir o seu aparecimento. Um grande número de casos de insuficiência cardíaca está ligado à hipertensão, ao consumo de substâncias lícitas e ilícitas, como álcool e anabolizantes, e ao infarto, que tem como principais fatores de risco, além da hipertensão, a obesidade, sedentarismo, diabetes, tabagismo e colesterol alto.

 

Adotar hábitos saudáveis desde já vai ajudar o seu coração ao longo das próximas décadas e prevenir uma série de doenças crônicas, que podem levar a uma vida com muitas limitações ou causar a morte. O melhor momento para mudar seus hábitos é hoje.

*Informações Assessoria de Imprensa