Insônia: 7 causas, tipos e o que fazer para voltar a dormir bem

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(Foto: tirachardz/Magnific)

Ter dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou despertar antes do horário desejado são situações que podem fazer parte da rotina de muitas pessoas. Quando esses episódios se tornam frequentes e prejudicam o descanso, porém, podem estar relacionados à insônia.

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Segundo dados do Ministério da Saúde, 31,7% dos adultos brasileiros apresentam sintomas de insônia. O problema não afeta apenas a qualidade das noites: quando não é tratado adequadamente, pode comprometer a memória, o humor, a produtividade e até o funcionamento metabólico e cardiovascular do organismo.

Mas o que causa a insônia? Existem diferentes tipos? E o que fazer quando o sono simplesmente não vem?

O que é insônia?

A insônia é caracterizada pela dificuldade de iniciar ou manter o sono, ou ainda pelo despertar antes do horário desejado, acompanhado de dificuldade para voltar a dormir.

Ela pode aparecer de diferentes formas e ter diversas causas. Em muitos casos, fatores físicos, emocionais e comportamentais se combinam e acabam prejudicando o descanso.

7 fatores que podem causar insônia

A insônia raramente tem uma única causa. Entre os fatores que podem favorecer ou agravar o problema estão:

  1. Cafeína e outros estimulantes

O consumo de café, energéticos, chás com cafeína e outras bebidas estimulantes, principalmente no período da tarde ou da noite, pode dificultar o início do sono.

  1. Bebidas alcoólicas

Apesar de poder provocar sonolência inicialmente, o álcool pode fragmentar o sono e favorecer despertares durante a noite.

  1. Hábitos inadequados de sono

Horários irregulares para dormir e acordar, uso de telas antes de dormir e um ambiente pouco confortável podem atrapalhar a preparação do organismo para o descanso.

  1. Outros transtornos do sono

Condições como apneia do sono e síndrome das pernas inquietas podem provocar despertares frequentes e comprometer a qualidade do sono.

  1. Dores e outras condições de saúde

Dores crônicas e algumas condições clínicas podem dificultar tanto o início quanto a manutenção do sono. As mudanças naturais associadas ao envelhecimento também podem tornar o sono mais leve e fragmentado.

  1. Ansiedade, depressão e outros fatores emocionais

Preocupações constantes, estresse, ansiedade e depressão podem manter o cérebro em estado de alerta e dificultar o relaxamento necessário para dormir.

  1. Uso de alguns medicamentos

Determinados medicamentos utilizados para tratar outras condições podem interferir no sono como efeito colateral. Por isso, quando a dificuldade para dormir começa ou piora após o início de um remédio, é importante conversar com o médico.

Quais são os 3 tipos de insônia?

De acordo com o Consenso Brasileiro de Insônia, o problema pode ser classificado em três tipos, de acordo com o momento em que a dificuldade para dormir acontece:

  1. Insônia inicial: dificuldade para adormecer depois de se deitar.
  2. Insônia de manutenção: despertares frequentes durante a noite, com dificuldade para voltar a dormir.
  3. Insônia terminal: despertar antes do horário desejado, sem conseguir retomar o sono.

Essa classificação ajuda a entender melhor o padrão dos sintomas e pode contribuir para a investigação das causas do problema.

Por que acordamos de madrugada e não conseguimos voltar a dormir?

O despertar durante a madrugada pode estar relacionado a diferentes fatores. Estresse, preocupações, ansiedade e depressão, por exemplo, podem manter o cérebro em estado de alerta e dificultar a retomada do sono.

Mas a causa também pode ser física. Alterações hormonais durante a menopausa, por exemplo, podem favorecer episódios de insônia.

O que fazer quando a insônia aparece?

Quando o sono não volta, insistir em permanecer na cama pode aumentar a frustração e a ansiedade. Por isso, uma das recomendações é levantar-se caso o sono não retorne depois de cerca de 20 minutos.

Nesse momento, procure fazer uma atividade tranquila, com pouca estimulação, como ler um livro físico sob uma luz suave. Quando a sonolência voltar, é possível retornar para a cama.

Também é importante evitar celular, televisão e outros dispositivos eletrônicos. A exposição à luz das telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo do sono.

Como tratar a insônia?

O tratamento depende da causa, da frequência dos sintomas e do impacto da insônia na rotina.

Entre as principais estratégias está a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), considerada uma das principais abordagens para o manejo da condição pelo Consenso Brasileiro de Insônia.

O tratamento pode envolver mudanças de hábitos e estratégias para melhorar a relação com o sono, como:

  • Manter horários regulares: procurar dormir e acordar em horários semelhantes todos os dias ajuda a regular o relógio biológico.
  • Preparar o ambiente: manter o quarto escuro, silencioso e confortável favorece o descanso.
  • Cuidar da alimentação: evitar refeições muito pesadas, bebidas alcoólicas e cafeína próximo ao horário de dormir.
  • Reduzir estímulos antes de dormir: estabelecer uma rotina mais tranquila no período noturno pode ajudar o organismo a se preparar para o sono.

Em alguns casos, o médico pode avaliar a necessidade de medicamentos. A escolha depende das características de cada pessoa e deve ser feita com acompanhamento profissional.

Quando procurar ajuda para a insônia?

Uma noite mal dormida pode acontecer eventualmente. O problema merece atenção quando a dificuldade para dormir se torna frequente, persiste ao longo do tempo ou começa a interferir na rotina, no humor, na concentração e na disposição durante o dia.

Identificar quando a insônia acontece, quais hábitos podem estar relacionados e quais outros sintomas aparecem junto é importante para investigar a causa e definir o tratamento mais adequado.

Dormir bem não significa apenas passar mais horas na cama: a qualidade do sono também é fundamental para a saúde e o bem-estar.

*Com informações do Viver Bem