Farmacêutica brasileira deve produzir vacina russa contra Covid-19

    Um acordo entre o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e a farmacêutica União Química pode permitir que a empresa produza no Brasil, ainda este ano, a vacina contra Covid-19 desenvolvida na Rússia. O diretor executivo do fundo russo, Kirill Dmitriev, destacou nesta segunda-feira (19 de outubro) que o processo de transferência de tecnologia já começou e, apesar de costumar durar até seis meses, deve ser acelerado devido à pandemia. 

    A produção da vacina russa também deve ocorrer na Coréia do Sul, na China e na Índia, país em que os lotes também devem começar a ficar prontos neste ano. Sobre a América Latina, Dmitriev afirmou que o Brasil é um parceiro confiável e com um mercado importante e antecipou que novos acordos devem ser anunciados com o Peru e a Argentina. O executivo afirmou que os países devem buscar construir um portfólio próprio com mais de uma opção de vacina e defendeu que a tecnologia utilizada pelos russos esteja entre elas.

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    A vacina russa contra a Covid-19 é chamada de Sputnik V e está em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya.

    O Paraná também havia firmado um acordo com o fundo russo para transferência de tecnologia e testagem do imunizante. O governo estadual havia informado, em setembro, que elaboraria o protocolo para os estudos clínicos em fase 3 no país ainda naquele mês, mas o prazo foi adiado e não há previsão para a apresentação do documento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    * Com informações da Agência Brasil

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