
Hoje, um terço da população adulta mundial vive com a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) – condição desenvolvida pelo acúmulo de gordura no fígado, diretamente ligada ao sobrepeso e obesidade. A América do Sul e Oriente Médio lideram o ranking das regiões com populações mais impactadas pela esteatose hepática (gordura no fígado) com cerca de 30% e 32%, respectivamente, de todos os casos no mundo. No Brasil, aproximadamente 40% das pessoas são impactadas pela esteatose hepática.
A condição é frequentemente associada ao peso, dieta e estilo de vida, e pode permanecer silenciosa por anos, mas com o tempo pode levar ainflamação (MASH ou esteato-hepatite metabólica), cicatrizes (fibrose), cirrose (fibrose avançada e perda de parte da função hepática) ou até câncer de fígado. Dados indicam que oito em cada dez pacientes com sobrepeso e obesidade têm esteatose hepática (gordura no fígado), sendo que, das pessoas que apresentam obesidade, cerca de 25% delas terá MASH ao longo da vida. O uso de produtos cuja segurança e eficácia não foram comprovadas, como suplementos e chás vendidos como naturais, também pode causar complicações no fígado.
De acordo com estudo realizado pela Novo Nordisk, em parceria com o DataFolha, 61% da população brasileira nunca fez ou não sabe quais exames detectam gordura no fígado, embora 62% afirmem que ficariam muito ou extremamente preocupados com esse diagnóstico.
A falta de sintomas relacionados gordura no fígado, somado ao desconhecimento da população sobre a condição dificultam o diagnóstico e tratamento da doença. Além disso, existe um número limitado de aparelhos que realizam o exame de elastografia hepática, fundamentais para o diagnóstico correto.
“Uma das iniciativas para facilitar o acesso da população ao exame de elastografia hepática, um dos mais importantes para o diagnóstico da gordura no fígado, foi desenvolvida pela Novo Nordisk, em parceria com a Sociedade Brasileira de Hepatologia: o MASH Map. O site está disponível ao público e permite acesso a um mapa de clínicas que realizam o exame no Brasil, além de especialistas no diagnóstico e cuidado desta condição”, diz Fernanda Canedo, hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk.
Na mesma esteira de ações para melhorar a saúde e qualidade de vida das pessoas, em dezembro de 2025, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a indicação de Wegovy®️ (semaglutida 2,4 mg) como o primeiro e único tratamento de gordura no fígado com inflamação no Brasil.
A aprovação da Anvisa baseia-se nos resultados do estudo de fase 3 ESSENCE. A análise demonstrou que Wegovy®️ levou à reversão da inflamação e na melhora da fibrose hepática. Os dados clínicos mostraram que, após 72 semanas:
- 63% dos pacientes tratados com Wegovy®️ alcançaram a resolução da MASH (desaparecimento da inflamação).
- 37% dos pacientes tratados com Wegovy®️ apresentaram melhora no estágio da fibrose hepática.
Entendendo a gordura no fígado
Quando falamos de gordura no fígado, estamos nos referindo ao acúmulo de gordura dentro das células do fígado. Na medicina, essa condição pode ter diferentes nomes técnicos, dependendo de sua causa e gravidade.
Imagine seu fígado como uma esponja que, aos poucos, vai absorvendo gordura. À medida que essa gordura se acumula, o fígado pode começar a inflamar e sofrer danos, levando à fibrose, que é como uma cicatrização interna. Quando as pessoas com essa condição atingem uma fase mais avançada, os médicos a chamam de esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). Esta é a forma mais grave da gordura no fígado.
Após anos de dano devido à fibrose, a gordura no fígado pode evoluir para cirrose, uma cicatrização grave que pode resultar em complicações sérias, como perda da função hepática, insuficiência hepática e até câncer de fígado.
Embora a causa exata da gordura no fígado não seja totalmente conhecida, sabemos que sobrepeso, obesidade, diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, alterações do colesterol e triglicerídeos e síndrome metabólica são fatores que aumentam as chances de desenvolver essa condição.
*Informações Assessoria de Imprensa











