A entrega a domicílio se tornou uma alternativa durante essa pandemia. Mas é necessário pensar em cuidados com o delivery em tempos de coronavírus. Hoje em dia, a entrega em casa está ligada com a sua saúde também.
O delivery, além de ter se tornado uma ferramenta bastante importante para os negócios de restaurantes, bares, pizzarias, cafeterias e outros estabelecimentos do ramo gastronômico, passou a ser utilizado também por supermercados e outras empresas de uma forma mais intensa. A entrega se encaixou na seguinte equação: isolamento social, necessidade e adaptação.
Mas o delivery também é o “contato com o mundo externo” de muitas pessoas que estão levando a sério o isolamento social neste momento de pandemia do novo coronavírus. Ou que pelo menos estão tomando os cuidados necessários para minimizar o risco de transmissão do vírus. Parte das empresas percebeu isto e adotou medidas de segurança, tanto na preparação dos alimentos e acondicionamento dos produtos quanto na própria entrega. Além disto, pensou em diferenciais para se destacar no mercado, fidelizar os antigos clientes e atrair novos consumidores.
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Delivery premium
Em Curitiba (PR), por exemplo, o Kibô Japanese Lounge Bar anunciou o lançamento do que seria o primeiro “delivery premium” do Paraná, com entrega feita por motoristas particulares, que realizam as entregas de carro, e embalagens especiais, fabricadas especialmente para garantir a qualidade dos produtos.
Embalagens utilizadas pelo Kibô Japanese Lounge Bar (Foto: Divulgação)
Além das questões da saúde, o Kibô pensou também na experiência: a ideia é não decepcionar o cliente nem com a segurança nem com a qualidade da refeição, e ainda ajudá-lo a “criar o clima perfeito”. Para isto, o consumidor pode até mesmo acompanhar a trilha sonora que estaria tocando no restaurante, acessando a playlist do Kibô no Spotfy. Assim, tem um jantar em casa que estaria perto de um do próprio local.
Se a escolha não for pelo delivery, o cliente pode pegar o seu pedido no restaurante, também com adesão às medidas de prevenção. Basta optar pelo Take Away, com retirada na porta do próprio Kibô ou do Hotel Bourbon, onde ele está localizado. Segundo os responsáveis pelo estabelecimento, o cliente não precisa nem descer do carro.
Alguns aplicativos de delivery também estão oferecendo a possibilidade da entrega sem contato. Neste caso, o cliente seleciona onde o entregador deve deixar a encomenda, após o pagamento ser realizado pelo próprio aplicativo. E os entregadores são orientados a verificar, a distância, se o cliente pegou corretamente o pacote, após um aviso de chegada.
Cuidados com o delivery: e o entregador?
O entregador é um dos pontos-chave desse processo de prevenção ao novo coronavírus. Além dos cuidados na cozinha (lavagem das mãos, das bancadas e dos utensílios; e utilização de máscaras por funcionários; entre outros – consulte aqui o protocolo para restaurantes) e no acondicionamento nas embalagens dentro ainda do restaurante, o entregador também deve prezar pelos cuidados no manuseio das caixas e outros produtos, por exemplo. Eles exercem um papel importante porque mantêm contato com muitas pessoas durante o trabalho.
Aplicativos de delivery anunciaram medidas de proteção, como entrega de álcool em gel e máscaras, além de um protocolo de ações durante a entrega dos pedidos aos clientes. Mas há uma série de empresas independentes que também realizam esse tipo de serviço e que devem ficar atentas, pois a entrega em casa também está ligada com a sua saúde e à saúde de todos os trabalhadores desta cadeia.
Orientações
A prefeitura de Curitiba divulgou, já durante a pandemia, uma série de ações que devem ser adotadas pelas empresas adeptas do delivery. São elas:
Cuidados com o delivery: os consumidores também devem colaborar
Os cuidados não devem partir apenas das empresas e dos entregadores. Os clientes também devem fazer suas partes na prevenção e evitar a cadeia de transmissão do novo coronavírus. Confira as orientações da prefeitura de Curitiba:
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