Covid-19: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia pede urgência na vacinação de idosos

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG juntamente com outras sociedades médicas filiadas do Brasil – divulgaram posicionamento oficial sobre a Covid-19 e urgência para a vacinação contra a doença.

 

O documento oficial elaborado pelas entidades, divulgado em 19 de janeiro, traz fundamentos científicos sobre os resultados da vacinação, bem como manter as conhecidas medidas preventivas que reduzem a transmissão do SARS-Cov-2. Além disso, salienta a importância de uma imperativa ação contra disseminação de fake news e desinformação sobre a real eficácia e segurança das vacinas.

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Desde o dia 8 de dezembro de 2020, quando a primeira dose da vacina foi administrada no ocidente, já são 23 milhões de aplicações realizadas com segurança em mais de 50 países. A maioria das pessoas vacinadas não apresenta efeitos colaterais, sendo nulos os casos de efeitos graves. Nenhuma morte relacionada à vacinação contra a Covid-19 foi descrita até o momento. A  doença já causou mais de 1.900.000 óbitos globalmente.

”A SBGG reforça a importância de iniciar a vacinação para os 30,2 milhões de brasileiros que estão acima dos 60 anos de idade que, segundo dados do próprio Ministério da Saúde, foram os mais atingidos pelo COVID-19, sendo que a faixa etária entre 60 e 79 anos concentrou 46,9% das mortes e os idosos com 80 anos ou mais somaram 22,3%”, alerta Maisa kairalla, coordenadora de imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Orientação da Associação Médica Brasileira e da Sociedade Brasileira de Infectologia sobre vacinação e tratamento farmacológico preventivo

As duas entidades divulgaram, no dia 19 de janeiro, uma nota pública sobre esses temas, reforçando a necessidade da vacina. Confira o documento na íntegra:

Estamos em um momento crítico da pandemia de COVID-19 no Brasil, com mais de 8,5 milhões de casos, 210 mil vidas perdidas, mais de mil mortes diárias e cidades como Manaus enfrentando triste caos sanitário. Além das dificuldades já esperadas para o momento, a disseminação de fake news, especialmente por meio das redes sociais, não para de crescer. 

A desinformação dos negacionistas que são contra as vacinas e contra as medidas preventivas cientificamente comprovadas só pioram a devastadora situação da pandemia em nosso país.

As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no “tratamento precoce” para a COVID-19 até o presente momento. Pesquisas clínicas com medicações antigas indicadas para outras doenças e novos medicamentos estão em pesquisa. Atualmente, as principais sociedades médicas e organismos internacionais de saúde pública não recomendam o tratamento preventivo ou precoce com medicamentos, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), entidade reguladora vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil.

A autorização pela ANVISA para uso emergencial das vacinas Coronavac e Covishield (Oxford) nos enchem de esperança, expectativa e otimismo. Parabenizamos todos os pesquisadores que participam dos estudos clínicos das vacinas contra COVID-19, o Instituto Butantan e a Fiocruz, instituições públicas que orgulham os brasileiros. Parabenizamos, também, a ANVISA pela análise técnica e célere, que, mesmo os dados das vacinas estando em andamento, mas já suficientes para demonstrar eficácia e segurança, foi sensível à gravidade da pandemia no Brasil, num momento que nenhum medicamento até o momento se mostrou eficaz e seguro contra o SARS-CoV-2, vírus causador da doença.

As vacinas têm o potencial de evitar a COVID-19 grave, evitando internações hospitalares, necessidade de oxigenioterapia, admissões em unidades de terapia intensiva e óbito e, assim, controlarmos a pior crise sanitária dos últimos cem anos.

Hoje, os brasileiros representam 10% dos óbitos por COVID-19 no mundo. Precisamos mudar esta triste realidade. A caminhada de controle da pandemia ainda será longa. Por isso, precisamos manter, mesmo com o início da vacinação, o uso correto de máscara, distanciamento físico e higienização frequente das mãos.

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