
Dor na coluna é frequentemente associada à tensão muscular ou má postura, mas pode ser causada por problemas neurológicos, revela o Maryland Neuromuscular Center. A investigação médica da origem da dor pode indicar condições como compressão nervosa, hérnia de disco ou doenças subjacentes que afetam a medula espinhal. Os dados divulgados servem como alerta para o Brasil, onde mais de 27 milhões de adultos sofrem com dores na coluna, conforme o Ministério da Saúde.
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O centro de estudos dos Estados Unidos explica que certas condições que afetam diretamente a coluna vertebral e os nervos podem causar desconforto e sintomas que vão além da dor localizada, exigindo avaliação de um médico com formação de um neurocirurgião geral. As estenoses espinhal e ciática, a síndrome da cauda equina e a hérnia de disco são citadas como questões neurológicas normalmente associadas à dor nas costas.
As informações divulgadas alertam que a identificação dos sintomas, que apontam para problemas neurológicos, torna possível determinar se a dor nas costas é mais do que um problema muscular ou articular.
Explicam, ainda, que sensações persistentes de dormência ou formigamento em braços, pernas ou extremidades podem indicar comprometimento nervoso. Esses sintomas tendem a acompanhar condições como a hérnia de disco ou estenose espinhal.
A dor que se estende das costas para outras áreas do corpo, como as pernas ou braços, pode sinalizar compressão ou irritação nervosa. Já a redução da força das pernas ou dos pés pode indicar danos nos nervos que controlam a função motora. Alterações na função intestinal ou da bexiga, incluindo incontinência ou dificuldade para urinar, podem ser causadas pela síndrome da cauda equina.
Dores nas costas que não melhoram por meio de medicamentos ou fisioterapia também devem ser avaliadas por um profissional em saúde. Esse cenário é um alerta para 8,7% dos jovens brasileiros com 18 a 29 anos que convivem com dor crônica na coluna, conforme projeção da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O aviso se estende a 26,6% da população brasileira acima dos 60 anos que também diz sofrer com esse tipo de dor.
Dificuldades para andar ou manter o equilíbrio podem ser sinais de problemas ligados aos nervos da medula espinhal, de acordo com o Maryland Neuromuscular Center. Todos os sintomas listados sugerem aos pacientes a realização de consulta com especialistas, que ficam responsáveis por conduzir uma investigação completa baseada em exames.
Crescimento de casos reforça alerta médico
A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que mais de 600 milhões de pessoas no mundo vivem com dor lombar. As estimativas são de que esse número aumente até 2050, ultrapassando a margem de 800 milhões.
Para a OMS, se nada mudar em termos de prevenção e tratamento, uma parcela ainda maior da população mundial será acometida pelos sintomas dessa dor nas próximas décadas.
No Brasil, o cenário já é considerado crítico. Estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que o atendimento de pessoas com até 19 anos por problemas de coluna cresceu 72,8% nos últimos cinco anos. O índice é quase o dobro do crescimento registrado no total da população brasileira, que chegou a 37,5% no mesmo período de avaliação.
O estudo “Dor lombar”, disponível na plataforma digital Manual MSD, explica que pacientes com dores nas costas costumam procurar ortopedistas e reumatologistas. Por outro lado, destaca que sintomas específicos acabam exigindo atendimento com neurologistas, que ficam responsáveis pela investigação da existência de possíveis comprometimentos no sistema central ou periférico.
Durante a avaliação, o especialista pode realizar testes clínicos, análises de reflexo, força muscular, sensibilidade e coordenação motora. Esses procedimentos ajudam a diferenciar dores de origem mecânica daquelas associadas a alterações neurológicas. A avaliação permite identificar a causa raiz dos sintomas e definir a conduta mais adequada para cada caso, explica o estudo.
Em determinados casos, procurar um neurocirurgião de coluna se torna uma opção para pessoas que convivem com sintomas persistentes, que afetam a qualidade de vida. Conforme os resultados da investigação, o especialista pode solicitar ao paciente uma bateria complementar de exames. A ressonância magnética da coluna pode identificar hérnias de disco, compressões nervosas e tumores.
A eletroneuromiografia pode ser empregada para a avaliação da função dos nervos e músculos, o que ajuda o especialista na identificação do nível da lesão. Já em casos de trauma ou avaliação de alterações ósseas, a tomografia computadorizada pode ser necessária para averiguações mais detalhadas.
*Informações Assessoria de Imprensa











