
A campanha “Descarte Amigo – Agulha no Lixo é um Perigo” tem o objetivo de alertar a população quanto aos riscos associados ao descarte incorreto de agulhas e seringas usadas em domicílio, assim como orientar a forma correta de fazê-lo.
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Lançada em 2020 por iniciativa da Associação SEMPR Amigos (Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná), a campanha tornou-se permanente. Segundo Daniele Zaninelli, endocrinologista, membro da SBEM-PR e coordenadora da campanha, agulhas e seringas são importantes para a manutenção da saúde de milhões de pessoas todos os dias. E quando se fala da produção domiciliar desses resíduos, o maior volume decorre do uso de insulina e outros medicamentos injetáveis por pessoas com diabetes.“Temos visto o papel impactante de agulhas e seringas na imunização da população contra a Covid-19, além de outras inúmeras doenças, sem falar nos mais de 16 milhões de pacientes com diabetes no Brasil, de acordo com os dados do IDF Diabetes Atlas 2019. Todos os pacientes com diabetes tipo 1 e cerca de 15% dos pacientes com diabetes tipo 2 fazem uso diário da insulina, que vem salvando vidas há cerca de 100 anos”, citou a especialista.
Ela lembra, ainda, que o uso de medicamentos injetáveis é frequente no tratamento de outras patologias como obesidade, infertilidade e deficiência de hormônio de crescimento, entre tantas outras.
“Erros comuns são o descarte de seringas e agulhas no lixo comum, no lixo reciclável, e até no vaso sanitário, o que prejudica o meio ambiente e traz risco de acidentes e transmissão de infecções à comunidade”, explicou Daniele.Lei Estadual 20.130
No mesmo ano em que a campanha foi lançada, foi sancionada a Lei 20.130, que instituiu a Semana Estadual de Conscientização do Descarte Correto do Lixo Gerado no Tratamento Domiciliar do Diabetes e Outras Doenças, a ser realizada anualmente na primeira semana de março.
Desde então, todos os anos o Governo do Estado do Paraná tem divulgado à população informações sobre como o descarte adequado dos materiais perfurocortantes usados no tratamento domiciliar de diversas doenças deve ser realizado, protegendo assim o meio ambiente e todos que manuseiam o lixo dentro de casa ou fora dela.
A campanha “Descarte Amigo – Agulha no Lixo é um Perigo” tem o apoio da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – regional Paraná desde a sua concepção, e hoje também conta com apoiadores como a SBEM Nacional, Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Associação Paranaense de Hepatologia (APH), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), e Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
Normas técnicas
A atenção ao descarte desses materiais não para por aí. Pela primeira vez estão sendo criadas normas técnicas envolvendo a logística reversa de perfurocortantes (dispositivos para aplicação de medicamentos e monitoramento de doenças) derivados de tratamentos de saúde realizados em domicílio.
As regras vêm sendo elaboradas pela Comissão de Estudo Especial de Resíduos de Serviços de Saúde da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), da qual a Dra. Daniele Zaninelli, coordenadora da campanha do Descarte Amigo, participa, representando a SBEM-PR e a Associação SEMPR Amigos. A engenheira Roseane M. Lopes Garcia de Souza, diretora da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES-SP,) está à frente desse importante projeto.
Descarte Amigo: qual o coletor adequado?
Um coletor adequado deve apresentar as seguintes caraterísticas: material inquebrável, com paredes rígidas e resistentes à perfuração ou vazamento e abertura larga o suficiente para o depósito de materiais sem acidentes. A tampa deve oferecer boa vedação.
Para onde levar?
Para descartar, coloque o coletor em uma sacola reforçada. Em seguida, é preciso levar o coletor a uma Unidade Básica de Saúde para tratamento e destino adequados.
Agulhas podem ferir gravemente quem trabalha com o lixo. Há ainda a possibilidade da transmissão de doenças e contaminação. Por isso, nunca se deve jogar seringas, agulhas, canetas e lancetas (instrumentos usados para fazer exames) no lixo comum.
No Paraná, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (SESA), os pacientes cadastrados nas farmácias das Regionais de Saúde são orientados pelos farmacêuticos sobre o descarte quando passam pelo serviço de primeiro atendimento. Já a recomendação aos pacientes não atendidos pelo sistema público é para que procure as informações necessárias na Unidade de Saúde mais próxima do domicílio.
*Informações Assessoria de Imprensa











