Andropausa traz mais riscos de morte e menor qualidade de vida para homens em idade avançada

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(Foto: Freepik)

A partir dos 50 anos, 20% dos homens apresentam insuficiência de produção hormonal, principalmente de testosterona. A andropausa, deficiência androgênica do envelhecimento masculino (Daem) ou de hipogonadismo, nomes conhecidos da condição, pode acarretar problemas graves de saúde. Em pesquisa divulgada neste ano pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, foi constatada a ligação da andropausa com o aumento do risco de morte a partir dessa faixa etária, independentemente de múltiplos fatores de risco e diversas condições de saúde preexistentes.

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Assim como os sintomas de cansaço, déficit de ereção, redução da libido, indisposição, perda de massa muscular, osteoporose e desânimo, também podem ser um fator de risco para doenças cardiovasculares e tumores mais agressivos.  Além da idade, os fatores de risco para a patologia são o estresse, tabagismo, sedentarismo e dietas inadequadas que são ricas em gordura e açúcar, mas pobre em proteínas, verduras e legumes.

Na visão de Felipe Rocha, urologista e coordenador de urologia do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, há um risco silencioso devido à falta de informação sobre a doença e a ideia equivocada de que os problemas enfrentados são causados naturalmente pelo envelhecimento.  “Muitos homens não sabem que têm a doença por negligenciar os sintomas, achando que são normais e não tem tratamento. No entanto, com uma dieta saudável, atividades físicas praticadas regularmente e reposição de testosterona é possível tratar. Se não houver atenção nesses aspectos, a andropausa pode causar morte precoce e deterioração da qualidade de vida do paciente”, contextualiza o especialista.

Não há tratamento de forma medicamentosa para o problema, mas com reposição hormonal orientada por um profissional habilitado o paciente tem melhora significativa da sua qualidade de vida e condição sexual. Entretanto, o acompanhamento de um urologista é preponderante na administração da dosagem adequada para a saúde do indivíduo.

“Quando não há o cuidado nos níveis permitidos, há risco de exceder os limites fisiologistas de testosterona. A consequência desse erro traz a possibilidade de aumentar o risco de AVC e infarto agudo do miocárdio. É fundamental sempre o acompanhamento médico para o tratamento”, explica Rocha.

*Informações Assessoria de Imprensa