
Uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é sempre um fator de estresse para a família do paciente. Afinal, esse é o destino de pessoas em estado mais delicado, que precisam de cuidados mais próximos e especializados.
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A boa notícia é que as UTIs certificadas estão avançando no Brasil. De acordo com levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e da Epimed Solutions, mais de 330 instituições foram certificadas em 2026 nas categorias Top Performance e Excelência.
Entre os destaques está o Hospital Pilar, de Curitiba, classificado como UTI Top Performer pelo segundo ano consecutivo — categoria que reúne as unidades com melhor desempenho global. Ao todo, 181 hospitais privados alcançaram esse nível de excelência no país.
Para Mariangela Toledo Czornei, diretora assistencial do Pilar, esse é o resultado de um cuidado centrado no paciente. “Fazemos isso sempre visando à efetividade da assistência multidisciplinar e a eficiência na utilização de recursos para alcançar os melhores desfechos para quem de fato importa, que é o nosso paciente”, afirma.
Recentemente foram feitos investimentos na ampliação da equipe multidisciplinar e na implantação de novos processos e protocolos. “O envolvimento de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e farmacêuticos na tomada de decisão é primordial para uma assistência mais ágil e segura”, explica.
Mariangela relaciona a conquista da certificação à presença do Pilar Hospital ao reconhecimento no ranking World’s Best Hospitals 2026, divulgado pela revista Newsweek em parceria com a plataforma Statista, em que a instituição ficou em 59ª posição no Brasil, liderando entre os hospitais de Curitiba listados.
“São duas premiações que têm o mesmo embasamento, que são a nossa qualidade assistencial e a jornada do paciente”, acrescenta.
Como funciona a avaliação
A certificação considera dois pilares principais: qualidade clínica e eficiência operacional. Entre os indicadores analisados estão a mortalidade ajustada ao risco dos pacientes — que permite mensurar o desempenho clínico — e o uso adequado de recursos, com destaque para o tempo de permanência na UTI conforme a gravidade dos casos.
Também entram na avaliação critérios como o uso contínuo de sistemas de monitoramento ao longo de todo o ano e a consistência dos dados clínicos. As UTIs ainda são analisadas de acordo com o perfil dos pacientes atendidos, com distinção entre unidades cardiológicas e gerais.
Segundo a AMIB, a certificação busca não apenas reconhecer boas performances, mas também estimular a melhoria contínua da terapia intensiva no país, ampliando a segurança e a qualidade do cuidado prestado.











