O sofrimento invisível por trás da formação e da profissão médica


No terceiro e último dia do 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG), da Associação Médica Brasileira (AMB), um dos debates que mobilizou a atenção dos participantes trouxe para o centro da discussão uma realidade que atravessa a formação médica e acompanha muitos profissionais ao longo da carreira: os impactos da pressão constante sobre a saúde mental de estudantes de Medicina, residentes e médicos jovens.

Promovido pela Comissão Nacional do Médico Jovem (CNMJ) da AMB, o painel foi coordenado pela Dra. Monaí Barbosa Oliveira, membro titular da Comissão Nacional do Médico Jovem (CNMJ) da AMB e da Comissão Especial de Médicos Jovens da Associação Paulista de Medicina (APM), e pela Dra. Ana Cristina Ribeiro Zollner, responsável pela Residência Médica na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e na Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O debate discutiu como a combinação de altas expectativas, jornadas intensas, competitividade e responsabilidades crescentes tem contribuído para o aumento dos casos de esgotamento profissional, ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais entre os profissionais da área.

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Dr. Gabriel Ramos Senise, presidente da Comissão de Médicos Jovens da APM e diretor da CNMJ da AMB, abordou os fatores relacionados ao esgotamento laboral e destacou que a própria cultura da Medicina ainda representa uma barreira para a busca de ajuda.

“O médico não costuma buscar apoio seja no RH, no Jurídico ou contar com a ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras”, afirmou.

O especialista observou que o acolhimento entre colegas nem sempre acontece e que diferentes formas de assédio, muitas vezes sutis e difíceis de identificar, podem comprometer a saúde mental dos profissionais desde a graduação. Segundo ele, o burnout frequentemente está relacionado a ambientes que fragilizam a integridade emocional de estudantes e médicos.

Outro aspecto ressaltado foi a…



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