Mesa discute papel do médico generalista no cuidado ao paciente cirúrgico


Ao final da manhã do segundo dia do 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral da AMB, a mesa redonda “Cirurgia geral – o médico generalista e o paciente cirúrgico” discutiu a atuação do generalista em diferentes etapas da jornada cirúrgica, do preparo pré-operatório ao reconhecimento de complicações, passando pela suspeita inicial de câncer e pelo tratamento da obesidade. A atividade foi coordenada pelos médicos Flávio Daniel Saavedra Tomasich, Titular da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Luiz Carlos Von Bahten, diretor de Comunicação da Associação Médica Brasileira (AMB) e Paulo Roberto Corsi, vice-presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).

A primeira apresentação foi conduzida pelo Dr. Pedro Eder Portari Filho, ⁠Governador do Capítulo Brasil do Colégio Americano de Cirurgiões. Ao falar sobre cuidados perioperatórios, ele destacou que o primeiro passo do pré-operatório é conhecer bem o paciente e evitar pedidos de exames sem indicação clínica. “O pré-operatório começa pela relação médico-paciente. É preciso sentar, conversar e entender quem é aquele paciente antes de qualquer conduta. Não faz sentido pedir exames de forma automática; é a avaliação clínica bem feita que orienta o melhor preparo para a cirurgia”, afirmou.

Na sequência, o Dr. Luiz Carlos Von Bahten, abordou as principais complicações pós-operatórias. A apresentação destacou a importância da vigilância clínica no pós-operatório, especialmente diante de sinais como febre, taquicardia, hipotensão, dor desproporcional, dispneia, oligúria, alteração do nível de consciência e piora progressiva do estado geral.

“O pós-operatório seguro começa com uma vigilância simples, repetida e bem documentada”, afirmou. Para o especialista, o médico generalista que acompanha pacientes internados precisa reconhecer precocemente sinais de deterioração, estratificar riscos, investigar de forma…



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