
A enxaqueca vai muito além de uma dor de cabeça intensa. Trata-se de uma doença neurológica crônica que pode provocar crises incapacitantes, acompanhadas de sintomas como náusea, sensibilidade à luz, ao som e até alterações na visão. Embora não exista uma causa única, especialistas apontam que alguns hábitos e situações do dia a dia podem funcionar como gatilhos para enxaqueca, aumentando a frequência ou a intensidade das crises.
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Identificar esses fatores é um passo importante para quem busca prevenir episódios e melhorar a qualidade de vida. Confira os principais.
O que é um gatilho para enxaqueca?
Os gatilhos são fatores que podem desencadear uma crise em pessoas predispostas à doença. Eles variam de uma pessoa para outra e nem sempre provocam dor de cabeça em todas as situações. Por isso, observar padrões e manter um diário das crises pode ajudar o médico a identificar quais estímulos merecem mais atenção.
- Estresse e ansiedade
Situações de estresse, preocupações excessivas, ansiedade e tensão emocional estão entre os gatilhos mais comuns. Alterações no humor também podem favorecer o surgimento das crises.
- Ficar muitas horas sem comer
Passar longos períodos em jejum pode provocar alterações nos níveis de glicose no sangue e favorecer o aparecimento da enxaqueca. O ideal é manter refeições regulares ao longo do dia.
- Dormir pouco ou dormir demais
A qualidade do sono faz toda a diferença. Dormir poucas horas, ter um sono fragmentado ou até mesmo dormir além do habitual pode desencadear uma crise em pessoas suscetíveis.
- Alterações hormonais
Muitas mulheres percebem que as crises são mais frequentes durante o período menstrual ou pré-menstrual. Outras alterações hormonais, como menopausa, reposição hormonal e algumas condições ginecológicas, também podem influenciar.
- Excesso de cafeína
O consumo exagerado de café, energéticos e outras bebidas cafeinadas pode ser um fator desencadeante. Em algumas pessoas, a interrupção repentina da cafeína também pode favorecer dores de cabeça.
- Alimentação rica em ultraprocessados
Alguns alimentos industrializados, ricos em glutamato monossódico, temperos prontos, embutidos e comidas muito gordurosas podem estar associados ao surgimento das crises em pessoas predispostas.
- Sedentarismo
A falta de atividade física regular também aparece entre os fatores relacionados à enxaqueca. Exercícios, quando orientados e praticados de forma adequada, contribuem para o controle do estresse e para a melhora da saúde geral.
- Uso frequente de analgésicos
Tomar medicamentos para dor de cabeça de forma excessiva pode ter o efeito contrário ao esperado e aumentar a frequência das crises, caracterizando a chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos.
- Oscilações de humor
Irritação, impaciência e mudanças bruscas no estado emocional também podem funcionar como gatilhos para algumas pessoas.
- Predisposição genética
A genética exerce um papel importante na enxaqueca. Pessoas com histórico familiar da doença apresentam maior risco de desenvolver o problema, embora fatores ambientais também influenciem no aparecimento das crises.
Quais são os sintomas da enxaqueca?
Além da dor de cabeça, geralmente pulsátil e de intensidade moderada a forte, a enxaqueca pode causar:
- dor em um ou nos dois lados da cabeça;
- sensibilidade à luz (fotofobia);
- sensibilidade aos sons (fonofobia);
- náuseas e vômitos;
- alterações visuais, como pontos luminosos, linhas em zigue-zague ou visão embaçada (aura);
- dificuldade de concentração.
Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, e a intensidade das crises pode variar.
Quando procurar um médico?
Quem apresenta crises frequentes de dor de cabeça, principalmente quando acompanhadas dos sintomas típicos da enxaqueca, deve procurar avaliação médica. O diagnóstico é clínico e o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos para aliviar as crises e terapias preventivas, dependendo da frequência e da intensidade dos episódios.
Reconhecer os próprios gatilhos, manter uma rotina de sono, alimentação equilibrada, hidratação e prática regular de atividade física são medidas que ajudam a reduzir o impacto da doença e melhorar a qualidade de vida.
*Com informações do portal Viver Bem











