Carnaval e álcool: especialistas alertam para riscos à saúde e reforçam consumo consciente durante a folia

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(Foto: Freepik)

O Carnaval é um dos períodos do ano com maior consumo de bebidas alcoólicas no Brasil. Entre blocos de rua, festas prolongadas e altas temperaturas, especialistas alertam que o excesso de álcool pode trazer impactos importantes à saúde, especialmente quando associado ao calor, à desidratação e ao esforço físico intenso típico da folia.

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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo excessivo de álcool está associado a maior risco de desidratação, alterações cardiovasculares, arritmias, prejuízos cognitivos e aumento de comportamentos de risco. Em contextos de calor intenso e atividade física prolongada, comuns em grandes eventos como o Carnaval, esses efeitos tendem a se intensificar.

Segundo Victor Soares, endocrinologista na SegMedic, o álcool atua diretamente no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular. “O consumo elevado pode causar queda de pressão, tontura, palpitações e mal-estar, além de aumentar o risco de arritmias, especialmente em pessoas que já possuem alguma condição prévia”, explica. Para o médico, moderar o consumo, intercalar bebidas alcoólicas com água e evitar exageros são medidas essenciais para reduzir riscos durante a folia.

Além dos impactos imediatos, especialistas alertam que o álcool também interfere em processos fisiológicos importantes do organismo, especialmente o sono. “O álcool relaxa a musculatura da garganta, o que estreita as vias respiratórias e aumenta tanto a frequência quanto a gravidade dos episódios de apneia do sono”, explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix.

“A combinação de privação de sono por vários dias seguidos com o consumo de álcool dificulta a recuperação do organismo e, a médio e longo prazo, pode aumentar o risco de hipertensão, arritmias e outros problemas cardiovasculares”, complementa.

Para o profissional da SegMedic, esses efeitos costumam ser subestimados. “Muitas pessoas só associam o álcool à ressaca, mas o impacto vai além. O excesso compromete o equilíbrio do corpo como um todo, especialmente em dias consecutivos de consumo, aumentando riscos que poderiam ser evitados com escolhas mais conscientes”, reforça.

Diante desse cenário, drinks não alcoólicos podem ser uma boa pedida no período, permitindo que foliões mantenham a hidratação e reduzam os impactos do consumo excessivo. De acordo com Marcelo Serrano, mixologista responsável por construir a carta do hotel The Westin São Paulo, que faz parte da rede Deville, opções criativas sem álcool vêm ganhando espaço como alternativa para quem busca equilibrar lazer, saúde e bem-estar durante o Carnaval, sem abrir mão da experiência social da festa.

*Informações Assessoria de Imprensa

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