5 mitos sobre a superdotação que você acredita até hoje

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A superdotação continua cercada de inúmeros mitos que se repetem de geração em geração. Mesmo com avanços na neurociência e na educação, grande parte das pessoas ainda imagina que indivíduos superdotados são gênios excêntricos, emocionalmente instáveis ou obrigatoriamente destinados a grandes feitos.

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Para Adriel Silva,  psicanalista e mestrando em neurociências, muitos desses equívocos dificultam diagnósticos, prejudicam crianças e adultos e contribuem para um modelo distorcido do que é, de fato, o alto potencial.

5 mitos sobre superdotação que você ainda acredita:
01 – Inteligência em todas as áreas

Sem dúvida, um dos mitos mais comuns é a ideia de que superdotados tiram apenas notas altas e se destacam em todas as disciplinas, ou seja, que a superdotação se reflete em altas habilidades para todas as áreas. A realidade é muito mais ampla e diversa.

“A superdotação está ligada a características cognitivas específicas, como velocidade de aprendizagem, pensamento complexo e criatividade incomum, e não necessariamente ao desempenho escolar”, destaca Adriel Silva.

02 – Evolução emocional
Outro mito persistente é o de que superdotados são adultos em miniatura, emocionalmente maduros e sempre confiáveis. O que se observa na prática é uma defasagem entre o desenvolvimento cognitivo e o emocional.

“Crianças muito avançadas intelectualmente ainda precisam amadurecer afetivamente e podem sentir medo, frustração e insegurança como qualquer outra. Essa discrepância pode gerar conflitos internos e até quadros de ansiedade quando não há acolhimento adequado”, destaca.

03 – Privilégio das exatas?
Também é comum imaginar que superdotação é privilégio de poucas áreas, como matemática e ciências exatas, mas o alto potencial pode se manifestar em linguagens, música, liderança, artes visuais, esportes, pensamento filosófico e inúmeras outras habilidades. Reduzir a superdotação a “ser bom em números” é restringir a própria diversidade do cérebro humano.

04 – Fazer tudo sozinho
Outro equívoco é supor que superdotados não precisam de ajuda, pois “já sabem tudo”. Na verdade, são indivíduos que demandam acompanhamento especializado, desafios adequados e apoio emocional constante.

“Quando negligenciados, podem desenvolver desmotivação, isolamento social e sensação de inadequação profunda. A crença de que alto potencial dispensa suporte é uma das principais causas de sofrimento silencioso entre jovens e adultos superdotados”, explica.

05 – Sempre bem sucedidos?
Há o mito de que superdotados são necessariamente bem-sucedidos, mas apesar de terem recursos cognitivos valiosos, sucesso depende de múltiplos fatores, como contexto familiar, acesso a oportunidades, saúde mental e orientação pedagógica.

“Sem esses elementos, alguns talentos podem não se desenvolver totalmente, e isso não tem relação com falta de capacidade, mas com ausência de condições que permitam florescer”, explica Adriel Silva.

*Informações Assessoria de Imprensa

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