No mês da criança, cresce o alerta para queda na vacinação infantil até 2030

vacinação infantil
(Foto: Freepik)

Um estudo publicado pela revista The Lancet em junho de 2025 acendeu um alerta global sobre o risco de retrocesso na imunização infantil. A pesquisa, conduzida pelo consórcio GBD Vaccine Coverage Collaborators, mostrou que o número de “crianças zero-dose” — aquelas que não recebem sequer a primeira vacina — voltou a crescer após a pandemia. O levantamento projeta que, se não houver intervenções urgentes, a cobertura vacinal mundial pode não atingir as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030. 

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O cenário reforça a importância de conscientizar sobre o papel da vacinação desde os primeiros anos de vida. Outubro é um mês simbólico para esse debate: além de celebrar a infância, também marca o Dia Nacional da Vacinação (17). É um momento de lembrar que cuidar da saúde é um gesto de amor que protege o presente e o futuro das crianças. 

De acordo com o Anuário VacinaBR 2025 (UNICEF), o Brasil ainda enfrenta desafios na imunização. Embora haja sinais de recuperação, o país segue entre os 20 com maior número de crianças sem vacinas, com cerca de 229 mil que não receberam doses essenciais no primeiro ano de vida. 

Para Rosana Richtmann, infectologista do Delboni Salomão Zoppi e Lavoisier, é preciso reforçar a confiança nas vacinas e relembrar o papel decisivo que elas têm na prevenção. “Cada dose representa uma barreira contra doenças graves, como meningite, sarampo e poliomielite. A vacinação é um dos maiores presentes que os pais podem dar aos filhos, ela protege não apenas a criança, mas toda a comunidade”, afirma. 

O calendário nacional de vacinação infantil contempla desde vacinas aplicadas ao nascer, como BCG e hepatite B, até reforços importantes nos primeiros anos de vida, como tríplice bacteriana, poliomielite, meningocócica, pneumocócica, influenza e hepatite A. A proteção também se estende à pré-adolescência, com a vacina contra o HPV, essencial para prevenir infecções que podem causar câncer no futuro. 

Neste mês da infância, o convite é para um gesto de cuidado que vai muito além dos presentes e brincadeiras: verificar a caderneta, colocar as vacinas em dia e fortalecer a imunidade de quem mais precisa de proteção. 

*Informações Assessoria de Imprensa