
A sociedade futurista com carros voadores, cidades suspensas e robôs empregados domésticos de Os Jetsons não existe. Ou pelo menos, não ainda. O desenho, que foi sucesso nos anos 1970 e 1980, fazia as crianças sonharem com a vida em 2062, época descrita na série. Faltando ainda quase 40 anos para a data desse futuro imaginado, há muito que se espantar, maravilhar-se mesmo, com a tal “medicina do futuro”, que já chegou.
Ao mesmo tempo em que equipamentos vestíveis monitoram sinais vitais e a Inteligência Artificial se mostra uma excelente copilota no ato de diagnosticar pacientes, profissionais são desafiados a acompanhar os velozes impactos da tecnologia nos mais diversos segmentos da saúde. Inteligências Artificiais do tipo deep learning têm se tornado um importante aliado no diagnóstico. Ao analisar exames, como radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas e mamografias, elas identificam padrões sutis e levam à detecção precoce de doenças, como câncer de pulmão, de mama ou alterações neurológicas.
A revolução da IA também já é realidade na parte de gestão hospitalar. Ela analisa dados operacionais e financeiros, levando à tomada de decisões mais ágeis e sustentáveis: “Já existem IAs auxiliando tanto no faturamento, quanto nas rotinas de RH, operações financeiras e, claro, existem algumas IAs focadas na interpretação e apoio de negociação dos contratos”, explica Luiz Álvaro Forte Carneiro, vice-diretor de Inovação e Tecnologia do Hospital Pequeno Príncipe.

Alcançar o ideal dos hospitais hiperconectados e inteligentes no Brasil passa por tornar realidade a obrigatoriedade do prontuário eletrônico em todo território nacional, facilitando o acesso de registros prévios da saúde dos pacientes e resultando em um atendimento ágil e preciso.
“Hoje, no Hospital Pequeno Príncipe, vamos completar 13 anos de prontuário…







