SBRT em combinação com quimioradioterapia mediastinal para câncer de pulmão não pequenas células localmente avançado: um guia prático para planejamento e resultados dosimétricos de um estudo fase 2 e um guia de planejamento de tratamento para o estudo de fase 3 NRG Oncology LU-008


Este estudo aborda a aplicação da radioterapia estereotática extracraniana (SBRT) no tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado. O principal objetivo foi avaliar a viabilidade e a toxicidade de um regime que combina SBRT em dose plena (50–54 Gy em 3–5 frações) sobre o tumor primário, seguida por quimiorradiação (QT/RT) convencional (60 Gy em frações de 2 Gy) nos linfonodos acometidos, complementada por quimioterapia do tipo doublet e, para pacientes elegíveis, durvalumabe adjuvante.

Trata-se de estudo de fase 2, multicêntrico e de braço único, que incluiu 60 pacientes tratados entre 2017 e 2022. Este estudo também serve como guia prático para o planejamento e execução do tratamento, desde a simulação com tomografia computadorizada (TC) 4D até a otimização dosimétrica. As técnicas de planejamento predominantes incluíram a terapia de arco volumétrico modulado (VMAT) para ambos os componentes, com ênfase na minimização da sobreposição de dose entre os planos de SBRT e de RT nodal, sobretudo em estruturas centrais críticas, como vias aéreas proximais, esôfago e coração.

Os resultados dosimétricos demonstraram que, por meio da soma dos planos, foi possível alcançar cobertura adequada dos volumes-alvo (D95% ≥ 100% para o PTV nodal na soma dos planos) e manter as doses máximas em tecidos normais em níveis seguros.

Quanto à toxicidade, observou-se uma baixa incidência de eventos adversos graves. Pneumonite de grau 2 ou superior ocorreu em 21,7% dos pacientes (grau 3 em 5%), associada a V5 Gy > 70% e V10 Gy > 45% (especialmente >50% para qualquer toxicidade pulmonar de grau ≥ 2). Esofagite de grau 2 ou superior foi relatada em 45% dos casos (grau 3 em 1,7%), correlacionando-se com dose média no esôfago > 20 Gy, V60 Gy > 7% e D1cc > 55 Gy. A ocorrência de cardiotoxicidade de grau ≥ 3 foi rara (5%) e não relacionada à radioterapia.

Conclui-se que a…



Leia Mais >