
Animais peçonhentos: o que está acontecendo com os escorpiões nas cidades? Esse foi o tema da palestra de Francisco Chiaravalloti Neto, Professor Associado do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), durante o primeiro dia MEDTROP – 59° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.
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O especialista apontou que o clima é um dos principais motivos para a incidência de escorpiões nos lares. “Entre 2008 e 2021, fizemos um estudo na cidade de São Paulo, e nesse período identificamos que o maior índice de envenenamento por escorpião, tem maior pico na primavera”, diz Chiaravalloti Neto.
O especialista disse ainda que o aumento da população de escorpiões nas cidades se deve a vários fatores “Aquecimento global, construções de edificações, casas, densidade demográfica, coleta de lixo ineficiente e surgimento de outros animais peçonhentos como baratas, colaboram para o crescimento da população de escorpiões, afirmou. Os tipos mais comuns vistos nas residências são os: Tityus Serrulatus e Bahiensis.
As queimadas também são grandes responsáveis pelo aumento da população de escorpiões, uma vez que destroem o habitat natural dos animais. Como consequência, eles se desalojam e começam a adentrar as residências para fugir das altas temperaturas.
“É preciso maior investimento em pesquisas para monitorar o crescimento de infestação de escorpiões no Brasil, para elaborarmos estratégias mais eficientes de contenção”, finaliza o especialista.
*Informações Assessoria de Imprensa










