Sociedade Brasileira de Radioterapia
Uma revisão sistemática e meta-análise, sendo critérios de inclusão: (I) coortes de ≥5 pacientes; (II) SBRT (≥5 Gy por fração); (III) reirradiação de metástases espinais (re-SBRT-ME) após radioterapia externa convencional (cEBRT) ou SBRT.
1538 metástases na coluna vertebral foram tratadas em 1284 pacientes, a mediana do KPS foi de 80 e 28% eram oligometastáticos. A dose mediana de reirradiação foi de 24 Gy em 2 frações após uma dose mediana de 30 Gy em 10 frações de cEBRT prévia. A compressão epidural da medula espinhal antes da re-SBRT-ME foi observada em uma proporção mediana de 41,9% dos pacientes. Uma pontuação SINS ≤12 foi relatada em uma mediana de 93% dos pacientes. A comparação entre SBRT após SBRT inicial versus SBRT após cEBRT relatou controle local em 1 ano de 93% versus 79%. Fraturas por compressão vertebral, danos à raiz nervosa e eventos de mielopatia foram observados em uma proporção agrupada de 5,0%, 5,6% e 1,7%.
Reirradiação com SBRT de metástases espinais resulta em:
2.1. Controle local eficaz, com taxas em 1 e 2 anos de 81% e 70%.
2.2. Controle local favorável e pode ser considerada após cEBRT ou SBRT prévia.
3.1. Baixas taxas de eventos adversos graves, com a ressalva de que a SBRT deve ser cuidadosamente considerada em idosos.
3.2. Não associação a um risco maior de eventos adversos, quando comparada à SBRT após o primeiro ciclo de cEBRT.
Seleção de pacientes para re-SBRT-ME: