Avanços na terapia sistêmica, incluindo inibidores de checkpoint (ICI) e inibidores de tirosina quinase (TKI) melhoraram a sobrevida de pacientes com CPCNP avançado e, mais recentemente, foram combinados com radioterapia para doença localmente avançada. No entanto, recidivas locorregionais e metástases à distância, particularmente nos pulmões, continuam sendo padrões frequentes de falha.
Em pacientes com recidivas intratorácicas após radioterapia prévia, as opções de tratamento são frequentemente limitadas. Um novo curso de tratamento com radioterapia representa uma abordagem terapêutica potencial para pacientes selecionados, oferecendo controle tumoral duradouro, mas com risco aumentado de toxicidade.
Dados prospectivos para orientar a seleção de pacientes e o planejamento do tratamento para novo curso de radioterapia torácica em CPNPC permanecem escassos, particularmente na era da imunoterapia e de terapias alvo. Diante do fato, a Sociedade Europeia de Radioterapia e Oncologia (ESTRO) e a Organização Europeia para Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC) propuseram uma classificação que distingue diferentes formas de reirradiação: tipo 1 (sobreposição de volumes irradiados), tipo 2 (volumes não sobrepostos com potenciais preocupações cumulativas de toxicidade) e irradiação repetida em um mesmo órgão…










