Pacientes: COF cT1-3 N0-2bM0 (TNM-7), tratados com radioterapia curativa (quimioterapia concomitante ou não) em 2 instituições do Canadá: Princess Margaret e British Columbia Cancer Agency (2008-2019). Radioterapia cervical unilateral foi considerada para lesões que não invadissem além de 1 cm da base da língua ou do palato mole sem penetração profunda.
Método: Uma coorte pareada por escore de propensão individual de pacientes tratados com radioterapia unilateral versus bilateral foi criada de acordo com as características do paciente, do tumor e do tratamento. O desfecho primário foi falência nodal apenas contralateral (FNC). Os desfechos secundários incluíram falha local (FL), falha regional (FR), metástase à distância (DM), sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida global (SG).
Resultados: 346 pacientes foram selecionados para a coorte pareada (173 em cada grupo), incluindo 46 tumores não-tonsilas. O acompanhamento médio foi de 5.1 anos.
Apenas 1 paciente com câncer de tonsila palatina apresentou FNC, resgatada com êxito por linfadenectomia cervical. Os desfechos secundários em 5 anos foram semelhantes entre os grupos de radioterapia cervical unilateral e bilateral.
Entre os pacientes do Princess Margaret na coorte pareada (n = 225), a toxicidade correlacionada à terapêutica foi menor nos que receberam RT unilateral comparativamente com aqueles que receberam RT bilateral. Notadamente, a necessidade de colocação de cateter de gastrostomia durante o tratamento foi significativamente menor (11% vs. 46%, p < 0,001).
Conclusão: Em suma, conclui-se que a escolha criteriosa de COF bem lateralizados para receber RT cervical ipsilateral exclusiva culmina em…










