SBPT debate hipertensão arterial pulmonar em audiência pública na Câmara dos Deputados – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia


Na terça-feira (02/09), a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para discutir os desafios da hipertensão arterial pulmonar (HAP), seus impactos na vida de pacientes e cuidadores e as políticas públicas necessárias para melhorar o diagnóstico e ampliar o acesso ao tratamento. A iniciativa foi proposta pela deputada Rosângela Moro (União-SP), por meio do Requerimento nº 107/2025, e reuniu especialistas, representantes de associações e pacientes para uma escuta ampla e qualificada.

O presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Dr. Ricardo de Amorim Corrêa, abriu as falas apresentando dados científicos que ilustram a gravidade da doença. Segundo ele, a obstrução dos vasos sanguíneos compromete a oxigenação e provoca falta de ar, com progressão para insuficiência cardíaca nos estágios mais avançados.

“Infelizmente, cerca de 60% dos pacientes chegam aos ambulatórios já em fase avançada, o que dificulta o tratamento. Mesmo com terapias modernas, ainda temos mortalidade de 38% em cinco anos, e cerca de 40% dos pacientes não respondem aos medicamentos disponíveis. Precisamos de políticas públicas para ampliar o diagnóstico precoce, oferecer o tratamento adequado, fortalecer registros nacionais e interiorizar o conhecimento sobre a HAP”, destacou.

A apresentação do pneumologista foi reforçado pela voz da vice-presidente da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF), Débora Lima, que também convive com a doença. Ela compartilhou sua experiência pessoal para mostrar como a HAP afeta a rotina de forma intensa.

“Hoje pude tomar banho sozinha, me secar e me vestir sem precisar de ajuda. Pode parecer simples, mas para quem tem HAP, esses são atos extraordinários. Esperei sete anos para receber o diagnóstico correto,…



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