‘Transtorno do Déficit de Natureza’ acende alerta para saúde mental infantil e necessidade de reconexão com a natureza

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(Foto: Freepik)

O conceito de “Transtorno do Déficit de Natureza”, criado pelo jornalista Richard Louv, descreve as consequências físicas, emocionais e cognitivas da falta de contato com ambientes naturais, como aumento do estresse, dificuldades de atenção e queda da criatividade. Esse fenômeno ajuda a explicar os desafios atuais da saúde mental entre crianças e adolescentes: o Brasil ocupa o quarto lugar em um ranking global de saúde mental, segundo o relatório The Mental State of the World, do Sapien Labs (2023), e, pela primeira vez, os registros de ansiedade entre jovens superaram os de adultos.

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Esses números não surgem por acaso. Quase um em cada seis adolescentes entre 10 e 19 anos convive com algum transtorno mental, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF, frequentemente citados no relatório “Situação Mundial da Infância“. Ao mesmo tempo, 94% das crianças de 4 a 6 anos já utilizam telas diariamente, reduzindo drasticamente o tempo de exposição à natureza. Estudos científicos publicados em periódicos como Nature e Frontiers in Psychology mostram que o contato com ambientes naturais diminui o cortisol, hormônio ligado ao estresse, e promove bem-estar físico e emocional.

Diante desse cenário, Caroline dos Santos Gaudio, diretora de Sustentabilidade do Acampamento Aruanã e palestrante recente no XIII Simpósio da ABAE sobre Criança e Natureza, reforça a urgência de ação: “Os números deixam claro que crianças e adolescentes estão cada vez mais desconectados da natureza, e isso afeta diretamente sua saúde mental e emocional. É por isso que precisamos criar espaços que permitam o contato real com o verde, onde eles possam brincar, explorar e aprender de forma segura, fortalecendo habilidades essenciais para a vida”, comenta.

É exatamente com esse propósito que o Acampamento Aruanã atua. Com 260 mil m² de Mata Atlântica preservada, o espaço funciona como um “laboratório” para competências ensinadas na teoria, permitindo aprendizado experiencial e seguro. As atividades promovem criatividade, conexão humana e o prazer do brincar real, alinhadas às competências socioemocionais previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Com mais de 30 anos de tradição e afiliação à ABAE (Associação Brasileira de Acampamentos Educativos), o Aruanã se posiciona como uma ferramenta estratégica de saúde preventiva. Caroline reforça: “Nosso objetivo é que cada criança saia do Aruanã não apenas mais conectada à natureza, mas também mais confiante, criativa e preparada para enfrentar os desafios da vida com equilíbrio e bem-estar.”

*Informações Assessoria de Imprensa

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