
Atualmente, o país conta com 172.585 pacientes em diálise, sendo 79% atendidos pelo SUS. Desses, 94,6% realizam hemodiálise. O estudo analisou 31 unidades privadas com mais de 1.000 sessões/mês, adotando metodologia técnica de custeio por absorção. O custo mediano por sessão foi de R$ 343, considerando gastos com pessoal, materiais, utilidades e estrutura.
Esse valor não inclui tributos sobre a receita bruta, como ISS (2–5%) e PIS/COFINS (9,25%), que somam, em média, 12,75% adicionais. Com isso, o valor necessário apenas para cobrir os custos operacionais sobe para cerca de R$ 393 por sessão.
A remuneração atual do SUS, de R$ 240,97, representa uma defasagem superior a 38%, comprometendo a sustentabilidade dos serviços, os investimentos em tecnologia e a retenção de profissionais qualificados.
O impacto já é visível: em maio de 2025, um levantamento conduzido pela SBN e suas Regionais apontou ao menos 1.095 pacientes internados em todo o Brasil apenas aguardando vaga em clínicas de diálise — uma realidade que se configura como uma crise humanitária silenciosa e inaceitável.
O estudo da Planisa é um instrumento técnico e transparente para subsidiar políticas públicas e renegociações contratuais com o Ministério da Saúde.
Não há como garantir a continuidade, a qualidade e a equidade da Terapia Renal Substitutiva no Brasil sem um urgente reequilíbrio financeiro.
O relatório completo do estudo da Planisa, contratado pela SBN e ABCDT, está disponível aos associados mediante solicitação.









