Hoje em dia, estima-se que mais de 10% da população dos países desenvolvidos convive com algum grau de doença renal crônica, e com uma parcela desses pacientes evoluindo para a fase terminal – que precisa de transplante ou diálise. Por conta disso, a Academia de Medicina de São Paulo dedicou a sua tertúlia de agosto para falar sobre os transplantes renais e suas modalidades. O evento teve como convidado o acadêmico e nefrologista Elias Davi Neto.
O presidente da AMSP, Helio Begliomini, relembrou um pouco da trajetória profissional do palestrante. “Elias é formado pela Faculdade Ciências Médicas de Santos, fez residência no Hospital das Clínicas em Clínica Médica e depois em Nefrologia, participou de diversas publicações do livro de “Atualidades em Nefrologia”, presidiu a Associação Brasileira de Transplantes e Órgãos (ABTO) e fundou a International Pediatric Transplant Association (IPTA).”
Transplante x Diálise
Elias Davi Neto iniciou sua apresentação comparando a sobrevida de pacientes em diálise com a de pacientes transplantados. De acordo com um estudo feito pela Clínica de Nefrologia e Transplante Renal do Tatuapé, depois de oito anos, somente 30% dos pacientes em diálise sobrevivem.
Embora o transplante renal seja uma alternativa para esses pacientes, o especialista esclareceu que, nos primeiros 90 dias após a cirurgia, o risco de mortalidade é três vezes maior do que se permanecessem em diálise.
No entanto, o transplante oferece uma expectativa de vida maior e uma melhora considerável na qualidade de vida. Tanto que, hoje em dia, existe uma Olimpíada voltada para pessoas transplantadas, conhecida também como ‘Jogos Mundiais para Transplantados’ (World Transplant Games).
Em números absolutos, o Brasil se destaca como o…










