Recentemente, a Biblioteca da Associação Paulista de Medicina passou por um processo de revitalização, mudando a localização de seu espaço e reorganizando as obras de seu acervo. Para simbolizar esta nova fase, na última sexta-feira, 25 de setembro, foi inaugurada a exposição “O Corpo Aberto”, que percorre cinco séculos de Anatomia por meio de obras raras que sinalizam o início de descobertas fundamentais para a Medicina.
Esta é a primeira mostra realizada pela Biblioteca da instituição e, segundo a diretora Cultural da APM e curadora da exposição, Cleusa Cascaes Dias, o objetivo é valorizar o acervo do espaço. “Nós temos livros raríssimos aqui e organizar uma primeira exposição significa chamar a atenção, trazer um olhar para dentro da Biblioteca, além de comunicar aos nossos associados e às pessoas no geral que temos esse conjunto de obras tão bonito.”
A médica explica que a escolha do tema foi pensada no intuito de apresentar os exemplares que ela define como extraordinários. “Esses livros trazem justamente todo o legado da Anatomia e representam todo o conhecimento que pôde ser obtido ao longo do tempo. Com isso, esperamos motivar as pessoas sobre a importância de se conservar uma memória e de entender a Medicina ao longo do tempo.”
Entre os livros expostos, Cleusa define que o estudo de Anatomia topográfica e o compêndio de Anatomia são fundamentais, já que foram publicados no Brasil na metade dos anos 1800 – época da imprensa régia, em que as obras começaram a ter autorização para serem publicadas no País e que havia uma censura muito rígida em seu entorno. A diretora da APM também destaca o papel usado naquele período, que era de uma qualidade inferior. “Isso explica porque existem tão poucos exemplares e daí o extremo valor das obras que a gente…






